O FAN RAÍZES, Festival de Arte Negra de Belo Horizonte, segue até domingo (29 de março) na capital mineira com atividades gratuitas dedicadas às tradições afro-brasileiras, reunindo artistas, mestres de tradições e a comunidade em diferentes espaços da cidade. De acordo com informações da Radioagência Nacional, o evento homenageia expressões como o congado e as rodas de capoeira e integra a programação comemorativa de 30 anos do festival.
Realizado em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, o festival chega à 13ª edição com o tema “Tempo espiralar, cidade em movimento”. Neste ano, o formato foi expandido: em vez de ocorrer apenas como bienal, entre novembro e dezembro, a programação vem sendo realizada desde outubro do ano passado e segue até junho, dividida em três etapas: Rotas, Raízes e Espiralar.
O que marca esta edição do festival em Belo Horizonte?
Segundo a reportagem, o FAN RAÍZES presta homenagem às tradições afro-brasileiras e propõe encontros entre práticas culturais, memória e formação artística. A organização é da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte, órgão da administração municipal ligado à política cultural da capital mineira, e a presidente da instituição, Bárbara Bof, destacou o evento como um patrimônio de celebração e resistência da cultura negra no país.
A proposta da edição atual também amplia o período de realização do festival, distribuindo as atividades ao longo de vários meses. Com isso, a programação reúne ações de formação, exibição audiovisual, práticas musicais, gastronomia e manifestações tradicionais ligadas à cultura afro-diaspórica.
Quais atividades estão previstas para sábado?
Neste sábado (28 de março), no Mercado da Lagoinha, a programação inclui uma roda de gastronomia e memória que estabelece uma ponte entre experiências em Moçambique e comunidades tradicionais mineiras. No Núcleo de Formação e Criação Artística e Cultural, o músico cubano Eugenio Clavelles ministra uma oficina sobre os tambores Batá e a linguagem musical afro-diaspórica.
À noite, também no sábado (28 de março), haverá uma sessão comentada do documentário “A Rainha Nzinga Chegou”. De acordo com o texto original, a obra trata de três gerações de rainhas à frente da Guarda de Moçambique e Congo Treze de Maio, de Nossa Senhora do Rosário.
- Roda de gastronomia e memória no Mercado da Lagoinha
- Oficina com Eugenio Clavelles sobre tambores Batá
- Sessão comentada do documentário “A Rainha Nzinga Chegou”
O que acontece no domingo e como participar?
No domingo (29 de março) pela manhã, a Feira Hippie recebe uma roda de capoeira conduzida pelo Mestre Manso. Já à tarde, a programação prevê uma atividade sobre o Candombe Rosário dos Pretos, comandada por Capitão Luiz Cláudio, com cantos, toques e práticas de uma das matrizes do Congado mineiro.
A participação nas atividades é gratuita. Para parte da programação, a retirada de ingressos deve ser feita pelo Sympla ou presencialmente, com meia hora de antecedência. Os detalhes sobre horários e locais estão disponíveis no portal do festival informado na reportagem original.
Ao destacar tradições afro-brasileiras e promover encontros entre memória, formação e expressões artísticas, o FAN RAÍZES mantém em Belo Horizonte uma agenda cultural voltada à valorização da cultura negra e de seus mestres, grupos e comunidades.
