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Exposição Verticais Horizontes estreia no Museu Casa Alfredo Andersen em Curitiba

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O Museu Casa Alfredo Andersen, tradicional instituição cultural de Curitiba dedicada à preservação do legado daquele que é considerado o “pai da pintura paranaense”, inaugura no sábado, dia 11 de abril de 2026, às 11h, a exposição intitulada Verticais Horizontes, da artista visual Márcia Litério. A mostra, que será sediada na sala Ana de Oliveira, apresenta um recorte significativo da produção da artista, reunindo três séries distintas desenvolvidas ao longo de mais de duas décadas de trajetória artística, com foco central na vida urbana e nas transformações do espaço.

De acordo com informações da Agência Estadual de Notícias do Paraná, o trabalho de Litério propõe uma investigação sensível sobre os modos de ocupação das cidades, examinando processos de uso, instabilidade e a constante mutação do ambiente construído. A exposição busca converter fragmentos do cotidiano em um inventário visual de signos, convidando o público a uma experiência sensorial que ultrapassa a mera observação da imagem.

Qual é o propósito da exposição Verticais Horizontes?

A exposição foi concebida para traçar uma linha evolutiva na pesquisa de Márcia Litério sobre a relação entre os corpos e os locais que habitam. Ao reunir as séries “Tapumes”, “Verticais Horizontes” e “Front” pela primeira vez em um mesmo espaço, o museu oferece ao visitante a oportunidade de compreender a progressão temática e técnica da pintora. O objetivo é estabelecer um jogo de metáforas com o observador, provocando novas interpretações sobre a realidade urbana.

A produção artística aqui apresentada não se limita à representação literal, mas busca capturar emoções e marcas deixadas pela passagem do tempo. A artista utiliza elementos do dia a dia das metrópoles para construir sua narrativa, transformando o que seria ordinário em objetos de reflexão estética e social sobre a desocupação e o crescimento das cidades.

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Quais séries compõem a mostra no Museu Alfredo Andersen?

A organização da exposição destaca três eixos principais da carreira de Márcia Litério, que serão apresentados de forma integrada:

  • Tapumes: foca nas barreiras temporárias e na transitoriedade das construções urbanas;
  • Verticais Horizontes: série que dá nome à mostra e explora a verticalização das cidades;
  • Front: investiga os limites e os confrontos visuais do espaço público.

Como a técnica de encáustica é aplicada nas obras?

Do ponto de vista técnico, a exposição chama a atenção pelo uso da encáustica, um método milenar que utiliza cera de abelha e pigmentos. Essa técnica permite que Márcia Litério trabalhe com colagens e texturas densas, resultando em composições marcadas por distorções geométricas. O processo de criação envolve a sobreposição de múltiplas camadas de tinta, que posteriormente passam por uma etapa de escavação.

Utilizando um estilete, a artista remove partes das camadas superficiais para expor fragmentos ocultos e a própria gênese do trabalho. Segundo a própria Márcia Litério, essa técnica serve como uma representação direta do tempo:

“São telas que fazem parte de um conjunto comprometido com a temática urbana, a desocupação desordenada do espaço das cidades, o crescimento vertical sem um planejamento que melhorasse a qualidade de vida das pessoas. O passar do tempo imprime suas marcas, acumulando sujeira, desbotando, descascando a pintura, rasgando as colagens, expondo rabiscos aleatórios. São as marcas do Tempo, metáfora da vida.”

Quem é a artista Márcia Litério?

Márcia Litério é uma artista visual com sólida formação iniciada no Paço das Artes, em São Paulo, um dos espaços de referência para a arte contemporânea no Brasil. Sua pesquisa acadêmica e prática é voltada para a paisagem urbana e as dinâmicas do cotidiano, investigando como o homem se apropria do espaço ao seu redor. Ao longo de sua carreira, realizou exposições em importantes instituições nacionais, como o Museu de Arte de Goiânia, a Fundação Cásper Líbero e o Sistema Fiep, no Paraná.

Atualmente, suas obras integram diversos acervos institucionais e coleções particulares, consolidando seu nome na arte contemporânea brasileira. Esta nova mostra no Museu Casa Alfredo Andersen reafirma seu compromisso com a investigação das marcas que a vida urbana impõe tanto ao cenário quanto ao indivíduo.

Como visitar a exposição em Curitiba?

A exposição “Verticais Horizontes” permanecerá em cartaz até 10 de maio de 2026, com visitações abertas de terça-feira a domingo. O Museu Casa Alfredo Andersen é um equipamento da Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) e ponto de referência na capital paranaense. A entrada para esta mostra é gratuita, facilitando o acesso da população à produção artística contemporânea.

  • Local: Museu Casa Alfredo Andersen (Sala Ana de Oliveira)
  • Endereço: Rua Mateus Leme, 336 – Centro, Curitiba (PR)
  • Horário: Terça a domingo, das 09h30 às 17h
  • Período: De 11 de abril a 10 de maio de 2026
  • Custo: Entrada gratuita

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