A suinocultura do Paraná exportou 21,36 mil toneladas de carne para o mercado externo em março de 2026, consolidando o melhor desempenho histórico para este mês na série histórica do estado. De acordo com informações da Agência Paraná, o resultado foi impulsionado principalmente pela demanda das Filipinas, que adquiriu 4,64 mil toneladas no período. O volume total representa uma alta de 10,1% em relação a março de 2025, mantendo uma trajetória de recordes mensais observada desde julho de 2024.
Quais fatores impulsionaram o recorde na exportação de suínos?
O crescimento expressivo de 86,9% nas compras realizadas pelo mercado filipino foi o principal motor para o desempenho de março. Segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral), este foi o quarto melhor mês de toda a história da exportação suína paranaense, ficando atrás apenas de marcas registradas no segundo semestre do ano passado. O monitoramento da plataforma Comex Stat/MDIC aponta que o setor mantém um patamar elevado de produtividade e escoamento internacional, consolidando o estado como player estratégico no mercado de proteínas.
Como está o cenário para a pecuária de leite e a avicultura?
O setor de lácteos também apresentou variações importantes no fechamento do trimestre. Após a alta nos preços ao consumidor, o valor recebido pelo pecuarista avançou 12,8% na última semana, chegando à média de R$ 2,43 por litro. Conforme explica o veterinário do Deral, Thiago De Marchi da Silva, a valorização ocorre devido ao período de entressafra das pastagens e à redução na captação industrial. Na avicultura, o custo de produção do frango vivo estabilizou em R$ 4,72 por quilo, enquanto o preço pago ao produtor sofreu um recuo de 2,75% em relação ao mês anterior.
Como a guerra teve início no fechamento do bimestre, os números de março ainda não refletiram os custos dos insumos que tendem a subir num cenário de guerra, mesmo que bem longe do Brasil
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O que esperar dos preços do café e do óleo de soja?
Para o consumidor final, o preço do café no varejo seguiu em patamares elevados, custando em média R$ 28,56 o pacote de 500 gramas. No entanto, o analista Carlos Hugo Godinho projeta que a entrada de uma nova safra volumosa deve pressionar os preços para baixo no segundo semestre. Já o óleo de soja apresentou redução, sendo vendido a R$ 7,25 a embalagem de 900 ml, refletindo a queda no preço da saca de soja, que fechou março cotada a R$ 115,09.
Por que a couve-flor registrou alta de preços?
A hortaliça teve um aumento de 20,4% no varejo em março, alcançando o valor de R$ 9,38 por unidade. Segundo o engenheiro agrônomo Paulo Andrade, as intensas ondas de calor durante o verão prejudicaram a qualidade e a quantidade da oferta de couve-flor. A expectativa do setor é que os preços arrefecem com o estabelecimento de temperaturas mais amenas típicas do outono. Em resumo, o boletim do Deral destaca:
- Exportação recorde de 21,36 mil toneladas de carne suína;
- Aumento de 12,8% no preço do leite pago ao produtor;
- Redução de 2,3% no preço do óleo de soja comparado à média de 2025;
- Expectativa de queda no preço do café com a nova colheita.