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Energia solar de varanda avança nos EUA com novas propostas e regras estaduais

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Painéis solares compactos instalados no parapeito de uma varanda urbana, recebendo luz solar direta.
Foto: Autor / Flickr (CC BY)

A energia solar de varanda, baseada em painéis fotovoltaicos plugáveis em tomadas residenciais, está ganhando espaço nos Estados Unidos à medida que estados discutem mudanças legais para permitir esse tipo de instalação com menos barreiras. O tema voltou ao debate em 28 de março de 2026, em reportagem publicada pela CleanTechnica, ao destacar o avanço da tecnologia na Alemanha e a tramitação de uma proposta no estado de Illinois para facilitar o uso desses sistemas por moradores e inquilinos.

De acordo com informações da CleanTechnica, os chamados sistemas de varanda consistem em painéis solares que podem ser pendurados e conectados diretamente a uma tomada doméstica, permitindo compensar parte do consumo de eletricidade. A proposta é oferecer uma alternativa de menor porte e mais simples para geração distribuída, inclusive em imóveis com pouco espaço no telhado. No Brasil, a micro e minigeração distribuída é regulada pela Aneel, mas a conexão de sistemas à rede elétrica depende de regras técnicas e do relacionamento com a distribuidora, o que torna relevante acompanhar como outros países tratam modelos plug-and-play.

O que é a energia solar de varanda e como ela funciona?

Esses sistemas são descritos como painéis solares transportáveis, que podem acompanhar o morador em caso de mudança, de forma semelhante a outros eletrodomésticos. Segundo o texto original, esse modelo começou a ganhar forma mais visível há cerca de quatro anos, quando famílias na Ucrânia passaram a adotar painéis penduráveis e plugáveis em resposta aos ataques russos contra a infraestrutura elétrica do país.

Na sequência, a tecnologia se espalhou pela Alemanha. Conforme dados citados pela reportagem, e atribuídos à SolarPower Europe, os lares alemães registraram 276 mil painéis de varanda em 2023, adicionaram mais 435 mil unidades em 2024 e superaram a marca de um milhão no ano passado. O movimento também despertou interesse de empresas do setor solar com atuação nos EUA, entre elas a Enphase, que lançou no ano passado um sistema voltado ao mercado alemão.

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Por que Illinois aparece como exemplo do avanço nos EUA?

Nos Estados Unidos, a reportagem aponta dois obstáculos principais para a expansão da energia solar de varanda: a ausência de legislação estadual que autorize de forma clara equipamentos que injetam eletricidade no sistema doméstico sem autorização prévia da concessionária e as restrições impostas por proprietários de imóveis e associações de moradores.

Illinois é citado como o exemplo mais recente de mudança nesse cenário. O Legislativo estadual analisa o projeto Senate Bill 3104, que substituiria a exigência atual de autorização prévia por um formulário simples de notificação à concessionária sobre a instalação. A proposta também impediria a cobrança de outras taxas ou custos de instalação e limitaria obstáculos considerados irrazoáveis por proprietários e associações residenciais. Illinois fica no Centro-Oeste dos EUA e tem Chicago como principal centro urbano, o que ajuda a explicar o interesse em soluções de menor porte para consumidores que vivem em apartamentos ou imóveis alugados.

“Energia solar plug-in é exatamente o que parece: painéis solares pequenos, de baixo custo, que se conectam diretamente a uma tomada padrão e ajudam a compensar o consumo de energia.”

A declaração é atribuída no texto à senadora Rachel Ventura, apresentada como principal autora da proposta. Em seguida, ela acrescenta:

“Sem instalação cara, sem grandes obras, sem esperar meses por aprovação.”

O texto também cita o deputado estadual Daniel Didech, patrocinador da medida na Câmara de Illinois, ao afirmar que a legislação busca tornar a energia solar “mais disponível, mais acessível e mais viável para todos”.

Quais regras de segurança estão sendo discutidas?

Segundo a reportagem, o projeto em Illinois prevê regras mais flexíveis para sistemas pequenos, em geral na faixa de 300 a 400 watts, além de restrições adicionais para equipamentos de até 1.200 watts. Outro ponto central é a exigência de certificação por laboratório nacionalmente reconhecido.

Nesse contexto, a UL Solutions, sediada em Illinois, anunciou em janeiro um novo programa de certificação voltado especificamente a sistemas de energia solar de varanda. A empresa informou que a avaliação é baseada na norma UL 3700, voltada a equipamentos e sistemas fotovoltaicos interativos plugáveis, com critérios de construção, desempenho e rotulagem adaptados a esse tipo de produto.

“Ao definir como esses sistemas devem ser construídos, avaliados quanto à segurança e instalados com segurança, a UL 3700 ajuda a mitigar riscos potenciais e abre caminho para que mais pessoas tenham acesso a energia solar resiliente.”

A fala é atribuída a Ken Boyce, vice-presidente de engenharia principal da UL para testes, inspeção e certificação industrial.

Quais estados já aprovaram ou analisam esse tipo de lei?

Até o momento, segundo a reportagem, Utah é o único estado dos EUA a aprovar uma lei abrangente sobre energia solar de varanda para sistemas de até 1.200 watts. A UL também cita outros estados que analisam legislação semelhante:

  • Illinois
  • Maryland
  • Minnesota
  • New Hampshire
  • New York
  • Pennsylvania
  • Vermont
  • Virginia

O artigo original também relaciona o tema ao aumento dos custos energéticos nos EUA, mencionando impactos sobre carvão, petróleo e gás natural. Como se trata de interpretação opinativa da publicação de origem, o dado central factual do texto é que o avanço da energia solar de varanda ocorre em paralelo à busca por alternativas de geração elétrica mais acessíveis, transportáveis e sujeitas a regulamentação simplificada em alguns estados americanos.

Para o Brasil, o tema chama atenção porque o país tem mercado relevante de geração solar distribuída, especialmente em telhados residenciais e comerciais. Ao mesmo tempo, a adoção de sistemas plugáveis em tomadas envolve exigências regulatórias e de segurança elétrica que diferem das regras discutidas nos EUA e na Europa.

A reportagem ainda menciona a fabricante chinesa HIITO entre as empresas globais que abastecem esse mercado. A imagem associada ao texto mostra um painel solar desse segmento, apresentado como exemplo da expansão de soluções plugáveis para consumidores residenciais.

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