A energia solar vem registrando avanços em diferentes regiões do mundo, com expansão da capacidade instalada, redução de custos e aumento de sua participação na geração elétrica, segundo dados reunidos em reportagem publicada em 30 de março de 2026. De acordo com informações da CleanTechnica, com base em dados citados de veículos e instituições como a DW, a autoridade energética chinesa, a LowCarbonPower e a Energy Information Administration dos Estados Unidos, a fonte solar avança em países como China, integrantes da União Europeia, Estados Unidos, Índia, Japão, Brasil, Paquistão e África do Sul. O movimento ocorre em meio à busca por fontes mais baratas e renováveis.
O texto destaca que, segundo a DW, a energia proveniente do Sol cresce de forma exponencial e, se essa trajetória continuar, a capacidade global poderá atingir 9.000 GW até 2030, volume suficiente para atender mais de 20% da demanda energética mundial. A publicação também menciona que a energia solar tem se tornado mais barata em várias partes do planeta, o que reforça sua competitividade diante de fontes térmicas como carvão, gás natural e energia nuclear.
Como a energia solar está avançando no mundo?
Entre os países citados, a China aparece como principal destaque. Segundo a autoridade energética chinesa, o país instalou 315 GW de painéis solares em 2025, elevando sua capacidade total para cerca de 1.300 GW. Dados da LowCarbonPower, em Taipei, indicam que 11% da eletricidade chinesa agora vem da energia solar. No mesmo período de dez anos, a participação do carvão na matriz elétrica do país caiu de 70% para 56%.
A União Europeia ocupa a segunda posição mundial, com 406 GW de capacidade solar, o equivalente a 13% de sua demanda por eletricidade. O carvão, por sua vez, responde por 9% da eletricidade do bloco, abaixo dos 25% registrados em 2015. Entre os países europeus mencionados como líderes em geração solar estão Grécia, Chipre, Espanha e Hungria, todos com mais de 20% de sua eletricidade proveniente da fonte solar. A Alemanha, com 119 GW instalados, alcança 18%.
Os Estados Unidos aparecem em terceiro lugar no ranking citado, com 267 GW de capacidade solar, suficientes para cerca de 8% da demanda total de eletricidade. A reportagem também aponta que a participação do carvão no país caiu de 34% em 2015 para 17% em 2025. Nesta semana, a Energy Information Administration informou a previsão de adição de 41,5 GW de capacidade solar em escala de concessionária até o fim de janeiro de 2027, além de 22,7 GW em capacidade planejada de baterias nos 12 meses seguintes, alta de 43,9%.
Quais outros países ampliaram o uso da fonte solar?
A matéria também menciona o avanço da energia solar em outras economias. A Índia ocupa a quarta posição, com 136 GW de capacidade solar, o que representa cerca de 8% de sua eletricidade. O Japão vem em seguida, com 103 GW e participação de 11% na demanda elétrica. No caso do Brasil, o texto afirma que a energia solar já é capaz de gerar 10% da eletricidade do país. No contexto brasileiro, esse avanço ganha peso por se somar à forte presença das hidrelétricas na matriz elétrica e por ampliar a diversificação das fontes renováveis no Sistema Interligado Nacional, que conecta a maior parte do consumo de energia do país.
Segundo a publicação, quando se somam hidrelétricas, eólica, biomassa e solar, 88% da eletricidade brasileira vêm de fontes renováveis. A reportagem também cita o crescimento observado em Paquistão e África do Sul: em 2015, ambos produziam menos de 1% de sua eletricidade com painéis fotovoltaicos; dez anos depois, esse índice chegou a 20% e 10%, respectivamente. Para o Brasil, a expansão global da energia solar também ajuda a explicar a queda de custos de equipamentos e o aumento da oferta tecnológica no mercado, já que grande parte dos painéis e componentes usados no país depende da cadeia internacional.
- China: 1.300 GW de capacidade solar total e 11% da eletricidade vinda do Sol
- União Europeia: 406 GW e 13% da demanda elétrica atendida pela fonte
- Estados Unidos: 267 GW e cerca de 8% da eletricidade
- Índia: 136 GW e cerca de 8%
- Japão: 103 GW e 11%
- Brasil: 10% da eletricidade gerada por energia solar
Por que o custo da energia solar tem chamado atenção?
De acordo com a DW, reproduzida pela reportagem, a energia solar já se tornou a forma mais barata de eletricidade em muitas regiões do mundo. Em áreas com alta incidência solar, o custo está em cerca de 1 centavo por kW. Na Alemanha, varia entre 4 e 5 centavos.
A comparação citada com dados do Fraunhofer Institute for Solar Energy Systems mostra valores superiores para outras fontes. Segundo o instituto, a energia nuclear custa entre 14 e 49 centavos por quilowatt-hora, enquanto a geração a carvão varia entre 15 e 29 centavos por quilowatt-hora, e o gás natural, entre 15 e 33 centavos. No texto original, esses números são apresentados como indicativo da crescente competitividade da geração solar frente às fontes térmicas.
Que exemplo prático a reportagem apresenta?
Para ilustrar o impacto econômico da fonte solar, a reportagem cita o caso da Canyons Church, em San Diego, nos Estados Unidos. Segundo a Solar Power World, a igreja instalou um sistema solar de 55 kW com gestão da desenvolvedora Watthub, de Scottsdale, no Arizona, por meio de um contrato de compra de energia. Hoje, a maior parte das necessidades elétricas da instituição é atendida pelo sistema.
“Em nossas propostas iniciais, estimamos que, descontados os pagamentos do contrato de compra de energia, a economia seria de US$ 25 mil por ano. Mas, com os aumentos nas tarifas, dois anos depois, a economia está chegando a quase US$ 40 mil.”
A declaração acima foi atribuída pela reportagem a John McDonnell, fundador da Watthub. O texto também traz o relato de Nancy Loomis, assistente executiva da igreja, sobre o uso dessas economias em manutenção da propriedade, melhorias em áreas da instituição e contratação de um novo pastor para jovens.
