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Eleição no Peru é retomada após falhas; Keiko Fujimori lidera apuração parcial

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O Peru retomou nesta segunda-feira, 13 de abril de 2026, parte da votação da eleição presidencial em distritos de Lima após problemas logísticos que impediram dezenas de milhares de eleitores de votar no domingo. Na apuração preliminar, Keiko Fujimori, candidata da direita, aparecia com 17% dos votos, com 53% das atas contabilizadas, enquanto a definição de quem disputará o segundo turno seguia em aberto. De acordo com informações da CartaCapital, com base em despacho da AFP, a extensão do pleito ocorreu depois de atrasos na instalação de seções eleitorais em Lima.

Cerca de 50 mil pessoas não conseguiram votar no domingo em alguns distritos da capital peruana por causa da demora na distribuição de urnas e cédulas. Por isso, as autoridades eleitorais mantiveram a votação nesses locais até esta segunda-feira. A contagem parcial favorecia, até então, nomes com maior força na capital, mas o quadro ainda era considerado indefinido porque milhões de votos permaneciam pendentes de apuração.

Por que a votação precisou ser retomada em Lima?

O motivo foi uma falha logística em pelo menos 13 locais de votação de Lima. Eleitores aguardaram por horas sob forte calor e, em muitos casos, deixaram os centros eleitorais sem conseguir registrar o voto. A extensão do pleito buscou garantir o direito de participação dessas pessoas no processo presidencial.

O episódio também levou à atuação de policiais e promotores na sede do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), no centro de Lima. Segundo o texto original, foram obtidos documentos sobre a contratação da empresa responsável pela entrega do material eleitoral. Ainda nesta segunda-feira, um funcionário da instituição foi detido pelo suposto crime de omissão, recusa ou demora de atos funcionais, de acordo com a Direção contra a Corrupção mencionada na reportagem.

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“É uma perda de tempo e é incômodo. As autoridades são incompetentes”

A declaração foi dada à AFP por Nancy Gómez, empregada doméstica de 56 anos, após conseguir votar na segunda-feira. O relato sintetiza a frustração de parte do eleitorado afetado pela desorganização no início da votação.

Quem liderava a apuração e quem poderia ir ao segundo turno?

Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, aparecia com 17% dos votos na contagem preliminar da autoridade eleitoral. No entanto, o nome de seu adversário em um eventual segundo turno ainda não estava definido. A apuração parcial apontava vantagem momentânea para o ultraconservador Rafael López Aliaga e, em seguida, para o social-democrata Jorge Nieto.

Ao mesmo tempo, projeções do instituto Ipsos citadas no texto colocavam em segundo lugar Roberto Sánchez, descrito como nome da esquerda e herdeiro político do ex-presidente Pedro Castillo. O cenário, portanto, permanecia aberto, com diferença entre os dados da apuração oficial parcial e as projeções mencionadas.

Keiko Fujimori comemorou na madrugada desta segunda-feira o que classificou como derrota de adversários políticos. Em discurso a apoiadores, disse:

“O inimigo é a esquerda (…) Não estariam na etapa seguinte e isso é positivo para todos os peruanos”

O cientista político Carlos Meléndez avaliou, segundo a reportagem, que um eventual confronto de Fujimori com um candidato mais à direita seria um cenário inédito e potencialmente vantajoso para a candidata.

Quais temas dominaram a eleição peruana?

A eleição ocorre em meio a um ambiente de forte instabilidade política e avanço da criminalidade. O próximo presidente terá de enfrentar esse quadro em um país que, segundo a reportagem, teve oito presidentes na última década. A segurança pública se tornou o principal tema da campanha, com promessas de endurecimento por parte dos candidatos mais bem posicionados.

Entre as propostas citadas no texto, Keiko Fujimori defende retirar o Peru da jurisdição da Corte Interamericana de Direitos Humanos para reinstalar os chamados “juízes sem rosto” contra a criminalidade. Ela também propõe militarizar prisões e fazer com que presos trabalhem “por seu alimento”. Já Rafael López Aliaga sugere criar prisões isoladas na Amazônia e afirmou que iria à “caça, um a um” de imigrantes venezuelanos em situação irregular para devolvê-los ao país de origem.

  • Retomada da votação em distritos de Lima após falhas logísticas
  • Keiko Fujimori com 17% na apuração preliminar, com 53% das atas contabilizadas
  • Segundo turno ainda indefinido, com disputa aberta entre diferentes candidaturas
  • Segurança pública e instabilidade política no centro do debate eleitoral

O processo também foi marcado por questionamentos políticos. Rafael López Aliaga convocou apoiadores para protestar diante da sede da autoridade eleitoral, onde manifestantes gritaram “Fraude, fraude!”, enquanto um cordão policial protegia o local. Apesar disso, a missão de observadores da União Europeia declarou não ter encontrado indícios de irregularidades, conforme relatado pela AFP.

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