O eclipse solar total de 2026 ocorrerá em 12 de agosto de 2026 e deverá transformar temporariamente a tarde em escuridão em áreas do Ártico e da Europa. O fenômeno acontecerá quando a Lua se alinhar entre a Terra e o Sol, bloqueando a luz solar direta e projetando sua sombra sobre partes da superfície terrestre. A trajetória da totalidade passará por regiões como Groenlândia, Islândia e Espanha, enquanto o Brasil ficará fora da área de visibilidade.
O evento chama atenção por cruzar áreas povoadas e destinos turísticos conhecidos. Durante a fase de totalidade, a coroa solar poderá ser vista a olho nu apenas nos locais onde o Sol for totalmente encoberto pela Lua. A duração desse momento varia conforme o ponto de observação.
Quando ocorrerá o eclipse solar de 2026 e como o fenômeno acontece?
Um eclipse solar total ocorre quando a Lua se posiciona exatamente entre a Terra e o Sol, encobrindo completamente a luz solar direta. Esse alinhamento faz com que a sombra lunar atinja determinadas áreas do planeta, provocando desde um escurecimento acentuado até a escuridão total, a depender da localização do observador.
O fenômeno tem três etapas principais:
- início da fase parcial, quando a Lua começa a encobrir o disco solar;
- ápice da totalidade, momento em que o Sol fica totalmente oculto;
- fim do fenômeno, com o afastamento da Lua e o retorno gradual da luminosidade.
Quais países estarão na rota da escuridão total?
A trajetória da totalidade começará em regiões do Oceano Ártico e seguirá em direção à Europa. A Groenlândia e a Islândia estarão entre os primeiros territórios a observar o eclipse total, antes de a sombra cruzar o Atlântico e alcançar a Península Ibérica, região que reúne Portugal e Espanha no sudoeste da Europa.
Na Espanha, cidades citadas no texto, como Burgos, Zaragoza e Palma de Maiorca, estarão na rota da totalidade. Em Reykjavik, capital da Islândia, a ocultação prevista é de 100%, com duração aproximada de dois minutos e dez segundos. No norte da Espanha, a totalidade também deverá atingir 100%, com duração aproximada de um minuto e 48 segundos.
- Groenlândia: visibilidade em áreas do leste;
- Islândia: Reykjavik entre os locais de totalidade;
- Espanha: cidades como Burgos, Zaragoza e Palma de Maiorca na rota;
- Oceano Ártico: ponto inicial da trajetória da sombra.
Será possível ver o eclipse solar de 2026 do Brasil?
Não. A trajetória principal do eclipse ficará concentrada no hemisfério norte. Por isso, no Brasil, o dia 12 de agosto de 2026 não deverá apresentar alterações visíveis relacionadas ao fenômeno, e a ocultação indicada para todas as regiões do país é de 0%.
Apesar disso, o evento poderá ser acompanhado por transmissões em tempo real feitas por instituições astronômicas e veículos especializados. Assim, mesmo fora da área de visibilidade, o público poderá acompanhar imagens da fase de totalidade.
Como observar o eclipse com segurança?
Jamais se deve olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada, mesmo durante as fases parciais. Óculos escuros comuns, negativos fotográficos, radiografias e vidros esfumaçados não são formas seguras de observação e podem causar danos à retina.
A observação direta só deve ser feita com óculos de eclipse certificados no padrão ISO 12312-2 ou com filtros de soldador de tonalidade 14 ou superior. Durante os curtos minutos de totalidade absoluta, é possível olhar sem proteção apenas enquanto o Sol estiver totalmente encoberto, sendo necessário retomar a proteção assim que a luz solar reaparecer.
Que efeitos o eclipse pode provocar nos animais?
A queda repentina de luminosidade e temperatura durante a totalidade pode alterar o comportamento de animais, que passam a reagir como se o anoitecer tivesse chegado antes do tempo. Entre os exemplos mencionados estão pássaros retornando aos ninhos e animais de hábitos noturnos iniciando atividades típicas do começo da noite.
Esse tipo de reação interessa a pesquisadores por mostrar como os ciclos biológicos respondem à variação da luz solar natural. Assim, além do aspecto visual, o eclipse também é tratado como um fenômeno de interesse científico.