Moradores de Rondônia terão a oportunidade de observar um eclipse lunar nesta terça-feira (3). O fenômeno, popularmente conhecido como “Lua de Sangue”, ocorre quando a Lua adquire uma tonalidade avermelhada. De acordo com informações do G1, o eclipse lunar acontece quando a Terra se alinha entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite natural. Esse alinhamento só ocorre durante a fase de Lua cheia. Quando a Lua entra na parte mais escura da sombra da Terra, chamada umbra, acontece o eclipse total — momento em que ela pode adquirir a coloração vermelho-alaranjada.
O eclipse lunar será total em partes do leste da Ásia, Austrália, região do Pacífico e em áreas da América do Norte e Central. No entanto, em grande parte da América do Sul, incluindo o Brasil, o fenômeno será visto de forma parcial.
Como será a observação do eclipse em Rondônia?
Segundo o professor Ariel Adorno, do Clube de Astronomia da Universidade Federal de Rondônia (Unir), a Lua permanecerá visível no céu até aproximadamente 6h da manhã. O professor explica que, por estar localizada na região Norte, mais a oeste do país, Rondônia terá uma condição um pouco mais favorável em comparação com estados do leste brasileiro. Quanto mais a oeste, maior tende a ser a parte visível do eclipse parcial.
Como o fenômeno ocorre durante a madrugada e o início da manhã, parte do eclipse poderá ser acompanhada enquanto a Lua ainda estiver mais baixa no horizonte e, depois, já durante o amanhecer, quando a luminosidade do Sol dificulta a observação.
Por que a Lua adquire uma coloração avermelhada durante o eclipse?
Mesmo encoberta pela sombra da Terra, a Lua não desaparece completamente. Parte da luz solar atravessa a atmosfera terrestre e sofre espalhamento, o mesmo processo que deixa o céu azul durante o dia e o pôr do sol avermelhado. A atmosfera filtra os comprimentos de onda mais curtos, como o azul, e permite que os tons avermelhados sejam desviados e atinjam a superfície lunar. É esse efeito que produz a aparência conhecida como “Lua de Sangue”.
Segundo o professor Ariel Adorno, o termo também é usado popularmente quando ocorrem duas luas cheias no mesmo mês. Se esse fenômeno coincidir com o perigeu — ponto em que a Lua está mais próxima da Terra —, o evento ganha ainda mais destaque popular.
É necessário algum tipo de proteção especial para observar o eclipse lunar?
Não. Diferentemente do eclipse solar, o eclipse lunar não oferece riscos à visão. A observação pode ser feita a olho nu, sem necessidade de filtros ou equipamentos específicos. Binóculos e telescópios podem ajudar a perceber melhor os detalhes da superfície lunar e o avanço da sombra, mas não são indispensáveis.
Para quem gosta de astronomia, a madrugada promete ser uma boa oportunidade de olhar para o céu em Rondônia — especialmente em locais com pouca iluminação artificial e horizonte mais aberto.
