Uma nova denúncia surgiu na CPMI do INSS nesta segunda-feira, 23 de outubro. O deputado Maurício Marcon (PL-RS) acusou o líder do governo na comissão, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), de participar de uma “articulação” para descredibilizar uma das principais testemunhas do colegiado. De acordo com informações da Revista Oeste, Marcon citou uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo que relatava a suposta participação de Pimenta em uma reunião no Lago Sul, em Brasília.
Qual foi a acusação feita por Marcon?
Durante seu depoimento, Marcon afirmou que a reunião tinha como objetivo descredibilizar Eli Cohen, uma testemunha chave no esquema de fraude do INSS. “Acho que é importante que o País saiba que um membro dessa CPI atuou para fraudar um depoimento nesta Casa”, alegou Marcon. Ele também mencionou que um policial aposentado teria gravado a reunião e feito acusações contra Cohen, alegando que ele estaria recebendo R$ 5 milhões da oposição para depor contra o governo. No entanto, o policial depois teria desmentido suas alegações em cartório.
Como reagiu o presidente da CPMI?
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), interrompeu a intervenção de Marcon, afirmando que a manifestação não configurava uma questão de ordem. Ele destacou que as críticas deveriam ser levadas a uma Comissão de Ética. Apesar disso, Viana concedeu a palavra ao líder do governo para que pudesse responder às acusações.
Qual foi a resposta de Paulo Pimenta?
Paulo Pimenta negou as acusações e classificou o episódio como “uma grande bobagem”. Ele afirmou que, assim como outros membros da comissão, foi procurado por várias pessoas trazendo informações sobre as investigações, mas que só se interessaria por informações acompanhadas de provas ou depoimentos formalizados. “Se tem documento ou prova, eu posso inclusive dar um encaminhamento e trazer para essa comissão”, declarou Pimenta, negando qualquer irregularidade em sua conduta.
Fonte original: Revista Oeste