A ex-secretária Aline de Sá Cabral confirmou, em depoimento nesta segunda-feira, que tinha acesso ao cofre do empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como ‘Careca do INSS’, para realizar pagamentos. A declaração foi feita durante a oitiva à CPMI do INSS. De acordo com informações de O Antagonista, Aline admitiu que era autorizada a retirar dinheiro para compras do escritório na Brasília Consultoria, mas alegou não se recordar se parte dos valores foi destinada ao pagamento de propina a mando do ex-chefe.
A ex-secretária também negou ter comprado passagens para ‘Careca do INSS’ e Fábio Luís Lula da Silva, o ‘Lulinha’. Segundo o Estadão, o lobista teria custeado passagens de primeira classe e hospedagem do empresário em uma viagem a Portugal. Aline, no entanto, afirmou que não comprava mais passagens à época porque havia sido promovida a gestora de recursos humanos em outra empresa do lobista. Ela relatou ainda à CPI que negociou a compra de uma casa em Trancoso, na Bahia, com Danielle Miranda Fontelles, ex-marqueteira do PT.
## Qual era a função de Aline de Sá Cabral na empresa?
Aline de Sá Cabral era secretária e tinha acesso ao cofre do empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, o ‘Careca do INSS’. Ela era autorizada a retirar dinheiro para compras do escritório.
Questionada pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), sobre se separou dinheiro para o motorista para pagar propina, Aline respondeu:
“Não lembro. Pode ser que sim, mas não me lembro.”
Ao ser questionada sobre a frequência com que realizava esses pagamentos, a ex-secretária repetiu:
“Não me lembro. Se aconteceu, só podia pegar dinheiro com autorização do Antonio.”
Aline afirmou que havia grandes quantias no cofre em alguns momentos, e em outros, pouco dinheiro disponível.
## O que a CPMI do INSS investiga em relação a Lulinha?
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Lulinha no âmbito das investigações sobre fraudes em benefícios previdenciários. A medida integra o conjunto de diligências destinadas a rastrear movimentações financeiras e eventuais vínculos com investigados. O pedido abrange o período de 1º de janeiro de 2022 a 31 de janeiro de 2026 e foi apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL), com base em representação da Polícia Federal.
## Qual o objetivo da quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva?
O pedido para quebra dos sigilos de Fábio Luís Lula da Silva busca esclarecer se o empresário teria sido destinatário indireto de valores relacionados ao esquema de fraudes no pagamento de benefícios previdenciários.
