A nona edição do Fórum de Operadoras Inovadoras reunirá especialistas do setor de telecomunicações para debater o futuro da conectividade B2B no dia 13 de abril de 2026. O encontro presencial ocorrerá no complexo do WTC, localizado na cidade de São Paulo, sob a organização conjunta das plataformas especializadas Mobile Time e Teletime.
De acordo com informações do Mobile Time, o evento tem como foco principal as tendências tecnológicas emergentes, incluindo a comunicação direta entre dispositivos (D2D), o processamento de dados na borda da rede (Edge computing) e o novo padrão SGP.32. A pauta reflete as demandas de um mercado em rápida transformação, impulsionado pela expansão das redes móveis avançadas.
Quais são os principais debates sobre a regulamentação e a infraestrutura das redes móveis?
Um dos temas centrais do encontro envolve os desafios regulatórios da tecnologia D2D (Device-to-Device), que permite a comunicação direta entre aparelhos sem a necessidade de passar por uma estação base tradicional. A apresentação detalhada sobre este cenário ficará a cargo de Kim Mota, gerente de espectro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Além disso, a infraestrutura das redes corporativas será abordada sob a ótica da convergência tecnológica. Bruno Guimarães, diretor executivo da empresa WiFeed, detalhará a importância e os desafios técnicos da integração entre as redes de conexão Wi-Fi e o ecossistema do 5G. Essa integração é considerada fundamental para garantir a continuidade das operações ininterruptas em ambientes corporativos e industriais.
Como a Internet das Coisas e o Edge Computing impactam o futuro das operações?
O mercado brasileiro de Internet das Coisas (IoT) passa por atualizações técnicas essenciais, como a transição para o padrão SGP.32. Este protocolo, voltado para o provisionamento remoto de SIM cards em dispositivos autônomos, será o foco da palestra de Gustavo Ullmann, diretor geral da G&D. O novo padrão visa simplificar a gestão de milhares de dispositivos conectados simultaneamente em redes fechadas.
Paralelamente à evolução da Internet das Coisas, o processamento de dados cada vez mais próximo da origem da informação ganha destaque nas estratégias empresariais. As oportunidades futuras relacionadas ao Edge computing serão exploradas no palco por Erik Nakandakare, diretor de soluções da Qualcomm. O modelo de arquitetura reduz a latência e otimiza o uso da banda larga, fatores críticos para aplicações que exigem respostas instantâneas.
Quais são as perspectivas para as Operadoras Móveis Virtuais no cenário atual?
O modelo de negócios das Operadoras Móveis Virtuais (MVNOs) também integra a agenda principal do fórum paulista. A programação prevê uma análise técnica e comercial sobre o momento exato em que as empresas operadoras credenciadas devem considerar a migração definitiva para o modelo regulatório de autorizadas.
Este painel específico contará com a apresentação de Joaquin Molina, diretor comercial para a América Latina da WTL. A mudança de status regulatório e comercial de uma operadora virtual impacta diretamente a autonomia técnica e a capacidade de formulação de pacotes de serviços para os consumidores finais e empresas parceiras.
O que mais compõe a programação oficial do evento no complexo do WTC?
A grade de atividades programadas não se limitará às palestras individuais dos especialistas e executivos mencionados. O cronograma oficial do evento engloba painéis de discussão aprofundados sobre temas considerados vitais para a sustentabilidade econômica e a expansão física do setor de telecomunicações no Brasil.
Para consolidar o panorama atualizado do mercado de tecnologia móvel e negócios empresariais, os organizadores estruturaram sessões adicionais focadas em três eixos centrais. Os participantes da conferência poderão acompanhar os seguintes temas de interesse setorial:
- Avanços práticos e estratégias comerciais na conectividade voltada estritamente para o mercado B2B (Business-to-Business).
- O desenvolvimento estrutural e a atuação de MVNOs dedicadas exclusivamente ao segmento corporativo de Internet das Coisas (IoT).
- As soluções de engenharia de rede e os investimentos diretos necessários para o adensamento contínuo da cobertura de sinal nas áreas urbanas e rurais.