O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), cancelou sua participação no depoimento presencial à CPI do Crime Organizado, marcado para esta terça-feira (14), em Brasília. O político informou nesta segunda-feira (13) que foi diagnosticado com um quadro de lombalgia aguda, o que impossibilitou sua viagem à capital federal devido a orientações médicas expressas. A oitiva era considerada o último grande passo antes da conclusão dos trabalhos da comissão no Senado Federal.
De acordo com informações publicadas pela Jovem Pan, a equipe do ex-governador divulgou uma nota oficial na manhã desta segunda-feira detalhando a situação clínica. O comunicado aponta que o diagnóstico foi feito no mesmo dia, resultando na imediata recomendação de repouso.
“O ex-governador Cláudio Castro foi diagnosticado, na manhã desta segunda-feira (13/04), com um quadro de lombalgia aguda, apresentando dores intensas na região lombar”
A nota oficial destacou ainda que o quadro clínico resultou em uma ordem restrita dos profissionais de saúde para que as viagens fossem suspensas. Segundo a nota transcrita pelas fontes, “em respeito aos membros da Comissão e ao trabalho conduzido pelo Senado Federal, o governador vai encaminhar seu laudo médico, formalizando a justificativa de ausência”.
Quais foram as medidas adotadas no Senado?
A assessoria de imprensa do Senado Federal confirmou que a comissão parlamentar já foi devidamente notificada sobre o imprevisto de saúde. Conforme apuração do Poder360, o colegiado recebeu a procuração assinada pelo advogado de defesa do político filiado ao Partido Liberal, acompanhada do atestado médico que comprova a enfermidade e a impossibilidade de deslocamento até Brasília.
O depoimento de Cláudio Castro não era um mero convite opcional. A convocação obrigatória havia sido aprovada pelos parlamentares no dia 31 de março. O requerimento que motivou a exigência da ida do ex-mandatário ao Congresso Nacional justificava a necessidade da oitiva baseando-se no cenário da segurança fluminense. O documento descrevia o ambiente do Rio de Janeiro como um dos mais complexos de todo o território nacional no que diz respeito à atuação do crime organizado.
Qual o impacto da ausência na reta final da CPI?
A ausência do ex-chefe do Executivo fluminense ocorre em um momento crítico e decisivo para as investigações conduzidas pelo Legislativo federal. A oitiva presencial era classificada pelos membros do colegiado como o último grande ato da comissão.
O cronograma oficial estipulava que a audiência desempenhasse uma função estratégica na conclusão dos trabalhos:
- O depoimento deveria ocorrer antes da apresentação dos resultados da investigação.
- A oitiva antecederia imediatamente a etapa conclusiva da comissão.
- A leitura e a posterior votação do relatório final estavam previstas para o período da tarde da terça-feira (14), logo após as explicações do político.
O relator da comissão parlamentar, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), tinha a expectativa de que o interrogatório trouxesse luz a questões fundamentais. O parlamentar sergipano havia afirmado anteriormente que o ex-governador detinha a capacidade de detalhar de forma profunda o cenário da segurança pública no Estado do Rio de Janeiro, auxiliando na compreensão das dinâmicas criminais que operam na região.
Qual o atual cenário político de Cláudio Castro?
Além do foco estrito na segurança pública, a situação pessoal do político também permeia o contexto da sua convocação. As fontes ressaltam que Cláudio Castro deixou o comando do Governo do Estado do Rio de Janeiro com o objetivo de concorrer a uma vaga no Senado Federal, mas que, no momento atual, o ex-mandatário encontra-se inelegível. Este panorama adiciona uma camada de complexidade à sua figura pública, enquanto as investigações tentam mapear as responsabilidades no combate à criminalidade estruturada.
A documentação que pedia a presença obrigatória argumentava que o cenário fluminense demanda uma análise minuciosa por parte do poder público. A lombalgia aguda informada pelo paciente, caracterizada por dores severas nas costas, inviabilizou o trajeto entre a capital do Rio de Janeiro e Brasília.
“Por esse motivo, ele não poderá comparecer à oitiva da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, prevista para terça-feira (14/04), em Brasília”
A defesa do ex-mandatário agiu rapidamente para formalizar a impossibilidade. Tratando-se de uma convocação obrigatória, a entrega formal do atestado médico pelos advogados aos canais oficiais estabeleceu a justificativa legal adequada, transferindo para a comissão a responsabilidade de definir se haverá um reagendamento ou se a votação do relatório prosseguirá no período da tarde conforme planejado originalmente.