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Cláudio Castro alega lombalgia aguda e não irá à CPI do Crime Organizado

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Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro, informou que não comparecerá à sessão desta terça-feira, 14, da CPI do Crime Organizado, no Senado Federal, onde prestaria depoimento como testemunha sobre possíveis falhas no combate às organizações criminosas no estado. Segundo nota divulgada por ele, a ausência ocorre após diagnóstico de lombalgia aguda, com orientação médica para suspender viagens e atividades presenciais. De acordo com informações da CartaCapital, a sessão deve ser inteiramente destinada à leitura do relatório final da comissão.

Castro havia sido convocado como testemunha, e sua presença era obrigatória. Na nota, o ex-governador afirma que apresenta dores intensas na região lombar e que encaminhará laudo médico para formalizar a justificativa de ausência perante a comissão. O texto também diz que a decisão foi tomada em respeito aos integrantes do colegiado e ao trabalho conduzido pelo Senado.

Por que Cláudio Castro foi convocado pela CPI?

O requerimento para convocação partiu do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da comissão. Na avaliação do parlamentar, a presença de Castro era indispensável para esclarecer falhas das instituições no enfrentamento ao crime organizado no Rio de Janeiro.

No documento citado pela reportagem, Vieira afirma que o depoimento do ex-governador permitiria à CPI obter um panorama estratégico sobre gargalos institucionais no combate à lavagem de dinheiro, à asfixia financeira do crime organizado e à infiltração de criminosos no aparato estatal.

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“O depoimento do ex-governador proporcionará a esta CPI um panorama macro estratégico inestimável, permitindo investigar as falhas e os gargalos institucionais que dificultam o combate à lavagem de dinheiro e à asfixia financeira do crime organizado, bem como a capilaridade da infiltração de criminosos no aparato estatal”

O que muda na sessão desta terça-feira?

Com a ausência de Castro, a expectativa é que a reunião da CPI seja dedicada integralmente à leitura do relatório final. A comissão foi instalada em novembro do ano passado e já está na reta final dos trabalhos.

Segundo a reportagem, o colegiado voltou atenção também para conexões do Banco Master com o meio político, diante da ausência de uma CPI específica para tratar do tema. Houve um pedido de prorrogação das atividades, mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não atendeu à solicitação.

Quais são os pontos centrais do caso?

  • Cláudio Castro informou que não irá à sessão de 14 de abril.
  • A justificativa apresentada foi diagnóstico de lombalgia aguda.
  • O ex-governador foi convocado como testemunha pela CPI.
  • A presença dele era considerada obrigatória pela comissão.
  • A sessão deve ser usada para leitura do relatório final.

A ausência de uma testemunha convocada em uma fase decisiva da CPI altera o foco imediato da sessão, mas não muda, segundo o relato da reportagem, o encerramento iminente dos trabalhos. O caso se insere no contexto mais amplo das apurações sobre o enfrentamento ao crime organizado no Rio de Janeiro e sobre eventuais falhas institucionais apontadas pelos senadores.

Até o momento, o texto original informa apenas a justificativa médica apresentada por Castro, o envio de laudo à comissão e a previsão de que o encontro desta terça-feira seja direcionado ao relatório final. Não há, na reportagem, indicação de nova data para eventual depoimento do ex-governador.

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