A China estabeleceu uma posição dominante no mercado global de terras raras, suprimindo a capacidade de reação da indústria de defesa ocidental. Desde 1992, quando Deng Xiaoping chamou atenção para a dependência do Ocidente, a China avançou agressivamente nesse setor. De acordo com informações do OilPrice, o país controla aproximadamente 90% do processamento mundial de terras raras, essenciais para equipamentos de alta tecnologia como jatos e turbinas.
Este domínio foi construído ao longo de três décadas, com apoio estatal, práticas de preços predatórios e controles de exportação. Tais ações foram desenhadas para fechar as portas a concorrentes internacionais e consolidar o monopólio.
Quais são os impactos do domínio chinês?
O impacto mais direto desse controle é a vulnerabilidade das cadeias de suprimento do ocidente, especialmente em setores críticos como o militar. Em resposta a ameaças de interrupção de fornecimento pelas negociações tarifárias, decisões políticas rápidas, como as dos EUA sob a administração Trump, ilustram a seriedade do cenário.
Como empresas ocidentais estão reagindo?
Algumas empresas começaram a mover suas peças para enfrentar o desafio. A REalloys, por exemplo, tem investido em infraestrutura fora do alcance chinês, construindo uma planta significativa de processamento de terras raras pesadas, com planos de ampliar sua influência no mercado.
Qual a perspectiva futura para o mercado de terras raras?
Com os recentes investimentos, a expectativa é que outros atores possam, eventualmente, reduzir essa dependência crítica. A REalloys recentemente garantiu financiamento para desenvolver a maior instalação de metalização de terras raras pesadas fora da China, um marco significativo nesta disputa global.