As cheias provocadas pelas fortes chuvas no Acre atingiram terras indígenas em Tarauacá e no Vale do Juruá, levando o governo estadual a mobilizar neste sábado, 25, uma força-tarefa para assistência emergencial às comunidades afetadas. A ação envolve a Secretaria Extraordinária de Povos Indígenas, a Defesa Civil Estadual, a SEASDH e o Corpo de Bombeiros Militar. De acordo com informações do Acre (Gov), a mobilização foi adotada após o transbordamento de rios que impactou comunidades ribeirinhas e aldeias indígenas na região.
Na Terra Indígena do Rio Gregório, em Tarauacá, as 18 aldeias dos povos Yawanawa e Noke Ko’í foram atingidas pela alagação. Segundo o governo estadual, a cheia comprometeu roçados, criações de animais, sistemas de energia solar e o acesso à água potável. Também houve registro de impactos em aldeias dos povos Shawãdawa e Apolima Arara, no Vale do Juruá.
Quais comunidades foram afetadas pela cheia?
O texto informa que a situação atinge diretamente aldeias indígenas e comunidades ribeirinhas. Entre os povos citados estão Yawanawa, Noke Ko’í, Shawãdawa e Apolima Arara. Na Terra Indígena do Rio Gregório, todas as 18 aldeias foram alcançadas pela inundação, o que ampliou a necessidade de apoio humanitário e de levantamento técnico sobre os danos.
Além dos prejuízos materiais, a cheia afetou estruturas essenciais para a rotina das comunidades. Entre os problemas relatados estão perdas na produção agrícola, danos a criatórios, interrupções em sistemas de energia solar e dificuldades de acesso à água potável e à comunicação.
Que medidas o governo do Acre anunciou?
Desde que tomou conhecimento da gravidade da situação, a governadora Mailza Assis determinou o envio de apoio às regiões atingidas. Equipes da Defesa Civil Estadual já atuam, especialmente no Rio Gregório, com levantamentos técnicos e coordenação das primeiras ações de apoio humanitário.
“Determinamos que toda a ajuda necessária chegue às terras indígenas afetadas e ribeirinhos, com apoio humanitário e ações integradas para atender as comunidades neste momento”, afirmou.
A secretária extraordinária de Povos Indígenas, Francisca Arara, também intensificou o acompanhamento da situação junto às lideranças indígenas. Segundo o texto, o objetivo é reunir informações atualizadas sobre os impactos da cheia e apoiar o trabalho de identificação dos danos nas aldeias.
“Desde o primeiro momento em que a governadora Mailza ficou sabendo da situação, ela já entrou em contato conosco para prestar todo apoio necessário. Estamos acompanhando a situação diretamente junto às lideranças das terras indígenas, buscando informações atualizadas sobre os impactos da cheia. Já solicitamos à Defesa Civil o envio de equipes para fazer o levantamento dos danos, como perdas na produção, nos criatórios, nos sistemas de energia solar e no acesso à comunicação. É um momento de muita preocupação e de trabalho intenso, mas seguimos mobilizados para garantir o apoio necessário às comunidades afetadas”, destacou.
Que tipo de assistência está sendo organizada?
A SEASDH organiza o envio de cestas básicas, itens de primeira necessidade e apoio às famílias desalojadas. Já o Corpo de Bombeiros Militar participa das operações com ações de resgate, transporte e suporte a comunidades isoladas.
- Levantamento técnico dos danos nas aldeias;
- Envio de cestas básicas e itens essenciais;
- Apoio a famílias desalojadas;
- Resgate, transporte e suporte a comunidades isoladas.
O texto também afirma que centenas de famílias foram atingidas pela cheia. A mobilização do estado ocorre em meio a um cenário de chuvas acima da média em abril, com registros expressivos em cidades como Cruzeiro do Sul, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo.
Qual é a previsão para os próximos dias?
De acordo com órgãos de monitoramento citados pela fonte, a previsão indica continuidade das chuvas, o que mantém o alerta para novas elevações no nível dos rios. O Rio Juruá, segundo o texto, pode atingir a cota de transbordamento nos próximos dias.
Diante desse cenário, o governo do Acre informou que permanece em estado de atenção, com reforço no monitoramento e ampliação das ações de apoio às populações afetadas. A prioridade, segundo a publicação, é atender as comunidades mais vulneráveis atingidas pelas cheias.