Um juiz federal dos Estados Unidos determinou nesta terça-feira, 31 de março de 2026, a paralisação da construção de um salão de festas na Casa Branca, projeto ordenado pelo presidente Donald Trump para a Ala Leste da residência oficial. A decisão foi tomada em Washington após questionamentos sobre a legalidade da obra e, segundo o magistrado, a intervenção precisa de aprovação do Congresso porque altera de forma significativa o exterior do prédio histórico.
De acordo com informações do g1 Mundo, o juiz Richard Leon afirmou que Trump atua como “administrador” da Casa Branca, mas “não é o proprietário” do imóvel. Na decisão, ele também declarou que nenhum estatuto dá ao presidente a autoridade que, segundo o magistrado, foi reivindicada para autorizar a obra sem aval legislativo.
Embora se trate de um tema interno dos EUA, o caso tem relevância internacional por envolver os limites do poder presidencial na sede do governo da principal potência mundial, tema acompanhado de perto por países como o Brasil nas áreas diplomática e institucional.
Por que a Justiça dos EUA mandou interromper a obra?
A ordem judicial responde a uma ação apresentada pelo National Trust, organização sem fins lucrativos ligada à preservação de edifícios históricos nos Estados Unidos. A entidade questionou a legalidade da construção e argumentou que uma reforma com esse impacto no complexo da Casa Branca não poderia avançar sem autorização do Congresso.
Segundo a decisão, as obras devem permanecer suspensas até que haja aprovação legislativa. O entendimento do juiz é que a reforma promove alterações relevantes no exterior da Casa Branca, o que exige um rito formal antes de qualquer continuidade do projeto.
O que o juiz disse sobre o papel de Trump no projeto?
Ao justificar a suspensão, Richard Leon afirmou que o presidente não tem poder irrestrito para modificar o imóvel. O magistrado declarou que Trump é o “administrador” da Casa Branca, mas “não é o proprietário”.
“Nenhum estatuto confere nem de longe ao presidente a autoridade que ele afirma ter”, afirmou.
Ainda segundo o juiz, Trump decidiu em outubro demolir a Ala Leste da Casa Branca, uma extensão térrea do prédio principal, sem consultar especialistas jurídicos. Esse ponto foi citado como parte do contexto que levou à contestação judicial da iniciativa.
Como seria o salão de festas e quanto custaria a obra?
O custo do salão de festas é estimado em US$ 400 milhões, cerca de R$ 2 bilhões, conforme o texto original. Trump afirma que o projeto é financiado por doadores privados, entre eles apoiadores e empresas, e sustenta que não haveria custo para os contribuintes.
Empresário do setor imobiliário por décadas, o presidente disse que pretende deixar como legado um salão de festas com capacidade para ao menos mil pessoas. A proposta prevê substituir estruturas provisórias instaladas nos jardins da residência oficial.
- Local previsto da obra: Ala Leste da Casa Branca
- Capacidade anunciada: ao menos mil pessoas
- Custo estimado: US$ 400 milhões
- Situação atual: obras suspensas por decisão judicial
- Condição para avanço: aprovação do Congresso
Como Trump reagiu à decisão e à ação judicial?
Na rede Truth Social, Trump criticou a ação judicial. Segundo a publicação citada no texto original, ele afirmou que o projeto está abaixo do orçamento, adiantado no cronograma e não terá custo para contribuintes.
A decisão judicial, porém, mantém o impasse em torno da obra e reforça o debate sobre os limites da autoridade presidencial em mudanças estruturais na Casa Branca. Para o leitor brasileiro, o episódio ajuda a ilustrar como o sistema político dos EUA prevê freios institucionais entre Presidência, Congresso e Judiciário em temas de patrimônio público e administração federal.