O Parque Zoobotânico Mangal das Garças, em Belém (PA), abriga um borboletário com diversas espécies, incluindo a borboleta Olho-de-Coruja, cuja coloração azul é resultado de um fenômeno físico de coloração estrutural, e não de pigmentação. As informações foram divulgadas pela Agência Pará e estavam disponíveis até 30 de março de 2026. O espaço, que funciona de terça a domingo, das 8h às 18h, com fechamento às terças para manutenção, é administrado pela organização social Pará 2000 e serve como centro de preservação, estudo e conscientização ambiental.
De acordo com informações da Agência Pará, a tonalidade azul da borboleta Olho-de-Coruja surge das milhares de escamas microscópicas de quitina que compõem suas asas. Essas estruturas, extremamente frágeis e organizadas em padrões regulares, atuam como elementos ópticos. Quando a luz incide sobre elas, ocorrem refração, reflexão e interferências que refletem com mais intensidade o comprimento de onda correspondente à cor azul.
O tema tem relevância para além de Belém porque o Brasil reúne uma das maiores biodiversidades do planeta, e a conservação de insetos polinizadores e de espécies nativas é estratégica para a manutenção dos ecossistemas. Espaços como o borboletário também ajudam a aproximar o público da fauna amazônica e da educação ambiental.
Por que os visitantes não devem tocar nas borboletas?
A técnica ambiental do Mangal, Beatriz Tavares, alerta que as escamas das borboletas são extremamente delicadas. “As escamas das borboletas são extremamente delicadas, e é justamente por isso que a gente evita pegá-las, principalmente durante a soltura. Por isso, pedimos para que os visitantes evitem segurá-las pelas asas, somente pelos pezinhos”, afirmou. O pó que fica nas mãos ao tocá-las são, na verdade, as próprias escamas, e sua perda pode prejudicar a aerodinâmica e a sobrevivência do inseto.
Como as mudanças climáticas afetam as borboletas?
As borboletas são sensíveis a variações ambientais desde a fase de pupa. Alterações bruscas de temperatura ou umidade podem interferir na formação correta das asas e das escamas. “Às vezes, ela sai com a pupa mais úmida do que deveria, a asa fica muito amassada e pode se tornar defeituosa, diminuindo as chances de sobrevivência”, explicou Beatriz Tavares. Um aumento de temperatura entre 2°C e 5°C já pode comprometer a sobrevivência de algumas espécies.
Além do clima, fatores como desmatamento e mudanças no uso do solo afetam a ciclagem de nutrientes e a regulação térmica, impactando a reprodução. Muitas espécies já estão ameaçadas de extinção devido à perda de habitat e desequilíbrios ecológicos. O Mangal das Garças desempenha um papel na preservação e é apresentado como referência em pesquisas sobre a flora amazônica e a reprodução de borboletas.
Qual a programação e o custo para visitar o parque?
O parque oferece uma programação diária para os visitantes, que inclui alimentação de animais e passeios monitorados. O acesso aos espaços monitorados, como o Borboletário e o Memorial, tem ingresso pago.
- 08h30 – Alimentação das iguanas
- 10h – Soltura das borboletas (consultar na bilheteria)
- 10h15 – Alimentação das tartarugas
- 10h30 – Passeio com rapinantes diurnas (terça a sexta)
- 11h, 15h e 17h30 – Alimentação das garças
- 16h30 – Passeio com as corujas (terça a sexta)
Os valores são de R$ 9 (inteira) e R$ 4,50 (meia). O Mangal das Garças está localizado na Rua Carneiro da Rocha, s/n, no bairro Cidade Velha, área histórica de Belém.



