Os fabricantes de metais da China registraram no primeiro trimestre de 2026 o rendimento mais elevado desde 2016, beneficiando-se de preços consistentemente altos. Este aumento nos lucros foi impulsionado, em parte, pela crise no Oriente Médio, conforme informações do OilPrice.
Alumínio e cobre destacam-se como os grandes vencedores, ajudando os produtores chineses a registrarem lucros combinados de cerca de R$ 106 bilhões nos primeiros três meses do ano. Os preços do cobre atingiram um nível máximo histórico no primeiro trimestre, enquanto o alumínio alcançou o valor mais alto desde 2022.
Como a crise no Oriente Médio afeta a indústria?
A crise de produção energética no Oriente Médio interrompeu a produção de ácido sulfúrico, o que incrementou os preços dessa commodity essencial para a indústria. Os valores do ácido sulfúrico chegaram a picos históricos devido à guerra na região.
Além disso, o conflito entre os Estados Unidos, Israel e Irã acarretou interrupções na produção de metais nessa área, com ataques iranianos aos Estados do Golfo, atingindo importantes centros de produção de alumínio como Aluminium Bahrain e Emirates Global Aluminium.
Quais são as consequências para o mercado global de metais?
A empresa Britannia Global Markets relatou que as investidas do Irã sobre plantas de alumínio no Médio Oriente ameaçam desestabilizar o mercado, elevando a possibilidade de preços recordes. No fim de março, registros da Reuters mostraram queda de 60% nos estoques de alumínio nos armazéns da LME desde maio de 2025.
A evolução do conflito está exacerbando a situação, pois as limitações na produção em outros locais reduziram os estoques globais, deixando o mercado vulnerável a choques, segundo a Britannia Global Markets.