O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao Supremo Tribunal Federal autorização urgente para realizar uma cirurgia no ombro direito, com possibilidade de procedimento nos dias 24 ou 25 de abril. O pedido foi apresentado pela defesa e será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, no contexto do processo de execução penal em que Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. Segundo os advogados, a intervenção foi indicada após dor persistente e limitação funcional, com objetivo de reparar o manguito rotador e lesões associadas por via artroscópica. De acordo com informações do DCM, a solicitação também busca que eventual autorização cubra todas as etapas do tratamento, do pré-operatório à reabilitação.
Os laudos enviados ao STF apontam que Bolsonaro apresenta dores persistentes no ombro direito. Embora documentos médicos da semana passada tenham registrado melhora no quadro, os profissionais mantiveram a indicação cirúrgica após considerarem o caso refratário à fisioterapia e ao tratamento conservador. A recomendação consta em relatório fisioterapêutico anexado ao processo que tramita no Supremo.
O que a defesa pediu ao STF?
Na petição, a defesa afirma que a solicitação tem caráter médico e pede análise urgente. O documento propõe que a cirurgia seja feita em 24 ou 25 de abril e sustenta que a eventual liberação judicial deve abranger não apenas o procedimento, mas também exames, preparação, recuperação e reabilitação posterior.
“O que se busca é apenas viabilizar tratamento médico reputado necessário pelo especialista assistente, preservando-se a integridade física, a funcionalidade do membro acometido, a qualidade de vida e a própria dignidade do requerente de maneira que a permanência de seu quadro clínico redundaria em restrição ao direito fundamental à saúde e ao acesso ao tratamento prescrito”.
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A defesa também afirmou que a cirurgia foi indicada após falha do tratamento conservador.
“Foi formalmente indicado procedimento cirúrgico para reparação do manguito rotador do ombro direito e das lesões associadas, por via artroscópica”.
Quais informações médicas foram anexadas ao processo?
Além da questão ortopédica, os documentos médicos relatam uma rotina de cuidados em casa, com dieta e sessões frequentes de fisioterapia. A equipe responsável informou melhora em parte do quadro clínico geral, especialmente após a internação por broncopneumonia bacteriana bilateral ocorrida em 13 de março.
Relatórios enviados ao STF em 17 de abril registraram evolução do quadro pulmonar e digestivo, com redução de sintomas como dispneia, cansaço e refluxo gastroesofágico. Um dos médicos descreveu a situação da seguinte forma:
“Boa evolução do quadro pulmonar e digestivo, melhora das queixas de dispneia, cansaço e refluxo gastroesofágico, com maior disposição física”.
Outro trecho dos documentos menciona ajuste na medicação em razão de crises de soluço e perda de equilíbrio.
“Devido a ação central dos medicamentos indicados para as crises de soluço, com consequência perda de equilíbrio, optamos por ajuste na posologia e redução das doses diárias, com resposta satisfatória até o momento”.
Em que contexto o pedido foi apresentado?
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado, segundo o texto de origem. Em 27 de março, Alexandre de Moraes concedeu prisão domiciliar humanitária por 90 dias, após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República. A medida foi adotada depois de sua internação e inclui restrições como controle de visitas e proibição de uso de celular.
Os laudos mais recentes foram anexados ao processo como parte do monitoramento de saúde do ex-presidente durante esse período. Na última semana, um relatório fisioterapêutico também apontou que Bolsonaro teve uma crise de aproximadamente oito horas de soluços.
- Pedido de autorização para cirurgia no ombro direito
- Sugestão de realização em 24 ou 25 de abril
- Análise a cargo do ministro Alexandre de Moraes
- Defesa pede liberação para pré-operatório, cirurgia e reabilitação
- Laudos mencionam dor persistente e limitação funcional
Agora, caberá ao STF decidir se autoriza o procedimento nos termos solicitados pela defesa, com base nos documentos médicos apresentados e nas condições impostas à prisão domiciliar.