O Bolsa Família voltou a crescer em abril de 2026 e se aproximou novamente de 19 milhões de pagamentos mensais, segundo dados publicados na sexta-feira, 17 de abril, em Brasília. O programa, que havia recuado em 2025 até atingir 18,66 milhões de famílias em novembro, registrou saldo positivo de 269 mil famílias desde o fim do ano passado. De acordo com informações do Poder360, o avanço ocorreu ao mesmo tempo em que o valor médio repassado por família caiu.
O levantamento informa que o benefício médio pago por núcleo familiar passou a R$ 678,22 em abril. Em janeiro, esse valor estava em R$ 697,77. Mesmo com o aumento no número de famílias atendidas, o gasto mensal do governo com o programa permaneceu estável em R$ 12,8 bilhões, movimento atribuído à redução do valor médio dos repasses.
Por que o número de pagamentos do Bolsa Família voltou a subir?
Segundo o texto original, o programa havia registrado uma baixa ao longo de 2025, chegando ao menor patamar desde julho de 2022. A retomada observada entre o fim do ano passado e abril de 2026 levou o total novamente para perto da marca de 19 milhões de pagamentos mensais.
O Bolsa Família é descrito como o maior programa social do Brasil. O auxílio-base é de R$ 600, mas o valor médio fica acima desse piso por causa de adicionais voltados, por exemplo, a crianças e mulheres grávidas. O texto informa que esses bônus foram instituídos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início de seu terceiro mandato.
O que aconteceu com o valor médio do benefício?
Embora o número de beneficiários tenha aumentado, o valor médio repassado por família recuou. A queda foi de R$ 5,53 em um mês, fator que compensou a expansão da quantidade de pagamentos e ajudou a manter o gasto total mensal em R$ 12,8 bilhões.
De acordo com a reportagem, o maior desembolso do programa foi registrado em junho de 2023, quando o governo gastou R$ 15,0 bilhões para realizar 21,22 milhões de pagamentos. Esse dado mostra que o total gasto atualmente está abaixo do pico já alcançado pelo programa, apesar da nova alta na quantidade de famílias atendidas.
Quais fatores são mencionados no debate sobre o programa?
O texto cita que, em tese, a melhora da renda e o crescimento econômico tenderiam a reduzir a dependência de auxílios estatais. Também menciona que o desemprego encerrou 2025 na mínima histórica. Ainda assim, a reportagem afirma que o contingente de beneficiários segue elevado.
Além disso, a matéria menciona avaliações de especialistas segundo as quais parte dos beneficiários pode ter migrado para a informalidade para evitar a perda dos benefícios. O texto também relembra reportagens anteriores do próprio veículo sobre suspeitas de irregularidades no programa.
- Em novembro de 2025, o programa atendia 18,66 milhões de famílias.
- De lá até abril de 2026, houve alta de 269 mil famílias.
- O avanço corresponde a 1,4% no período.
- O valor médio caiu de R$ 697,77, em janeiro, para R$ 678,22, em abril.
- O gasto mensal permaneceu em R$ 12,8 bilhões.
Quais irregularidades e distorções foram citadas pela reportagem?
A publicação afirma que uma das fraudes mais comuns envolve a omissão de cônjuge para viabilizar o recebimento do benefício. Também menciona levantamento segundo o qual 895 mil famílias recebiam mais em ajuda do Estado do que trabalhando.
Esses pontos aparecem na reportagem como parte do debate sobre a dimensão atual do programa e sobre a necessidade de revisão de cadastros. O texto original, no entanto, não informa novas medidas anunciadas pelo governo em abril de 2026 para enfrentar essas situações, limitando-se a apresentar os números recentes do Bolsa Família e a contextualização feita pelo veículo.