A Blue Origin realizou em 19 de abril o terceiro voo do foguete New Glenn, conseguiu reutilizar com sucesso o primeiro estágio do lançador, mas perdeu o satélite BlueBird 7 após uma falha no segundo estágio, que deixou a carga em uma órbita “off-nominal” considerada irrecuperável. O lançamento representa um avanço parcial para a empresa, que busca elevar sua cadência de voos, mas também um revés para a missão ligada à constelação da AST SpaceMobile. De acordo com informações do Slashdot.
O relato reproduz informações publicadas pela SpaceNews e aponta que o problema ocorreu no segundo estágio do foguete durante o terceiro voo da missão, em 19 de abril. Com isso, o satélite não conseguiu atingir a órbita planejada. Em comunicado citado no texto original, a AST SpaceMobile informou que o equipamento será retirado de órbita e que o custo do satélite deve ser recuperado por meio da apólice de seguro da empresa.
O que aconteceu com o satélite BlueBird 7?
Segundo as informações publicadas, o segundo estágio do New Glenn sofreu uma falha, o que deixou o BlueBird 7 preso em uma órbita fora dos parâmetros esperados. O texto descreve essa órbita como “off-nominal” e irrecuperável, inviabilizando o aproveitamento do satélite para a missão planejada.
O BlueBird 7 era o primeiro satélite a ser lançado desde o BlueBird 6, que havia ido ao espaço em dezembro, em um foguete indiano LVM3. A AST SpaceMobile, ainda assim, manteve a expectativa de encerrar o ano com 45 satélites em órbita, conforme registrado na reportagem citada.
“The cost of the satellite is expected to be recovered under the company’s insurance policy.”
Qual foi o resultado positivo para a Blue Origin?
Apesar da perda da carga útil, o voo marcou a primeira reutilização bem-sucedida de um primeiro estágio do New Glenn. O propulsor, batizado de “Never Tell Me The Odds” pela Blue Origin, pousou na plataforma Jacklyn, no oceano Atlântico, cerca de nove minutos e meio após a decolagem.
Esse mesmo booster havia sido usado anteriormente no voo NG-2, em novembro, quando lançou a missão marciana ESCAPADE, da NASA. O reaproveitamento, porém, foi apenas parcial. Isso porque os motores BE-4 do estágio eram novos, e não os mesmos da missão anterior.
Como a empresa explicou a reutilização parcial do booster?
O texto original menciona uma publicação em rede social feita em 13 de abril por Dave Limp, diretor-executivo da Blue Origin. Nela, ele afirmou que, no primeiro booster reformado, a empresa optou por substituir os sete motores e testar algumas atualizações, incluindo um sistema de proteção térmica em um dos bocais de motor.
“With our first refurbished booster we elected to replace all seven engines and test out a few upgrades including a thermal protection system on one of the engine nozzles.”
A declaração também indicava que os motores usados no voo NG-2 deverão ser empregados em missões futuras. O episódio mostra, ao mesmo tempo, avanço técnico na recuperação do estágio e dificuldades na entrega completa da missão orbital.
Quais são os impactos para a AST SpaceMobile?
A AST SpaceMobile havia planejado lançar de 45 a 60 satélites neste ano para sua constelação de comunicação direta com dispositivos. O BlueBird 7 seria o primeiro dessa nova sequência de lançamentos. Em uma teleconferência de resultados em março, citada pela reportagem, o diretor-executivo da companhia havia dito que os satélites começariam a ser lançados em grupos de três, quatro, seis ou oito por missão.
O mesmo executivo também havia associado o ritmo de lançamentos de 2026 à expectativa de reutilização do booster New Glenn em intervalos de 30 dias ou menos. A falha no segundo estágio, porém, representa um contratempo nesse cronograma, ainda que a empresa mantenha sua projeção de 45 satélites em órbita até o fim do ano.
- Data do voo: 19 de abril
- Missão: terceiro voo do foguete New Glenn
- Resultado positivo: pouso bem-sucedido do primeiro estágio
- Resultado negativo: perda do satélite BlueBird 7
- Empresa da carga útil: AST SpaceMobile
Assim, o lançamento combinou um marco para a reutilização do foguete da Blue Origin com uma perda operacional relevante para a carga transportada. O saldo do voo reforça que a empresa avançou em um objetivo técnico importante, mas ainda enfrenta desafios para consolidar a confiabilidade completa do sistema.