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Baterias residenciais podem reduzir picos de custo e demanda em cooperativa do Texas

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Uma parceria ampliada entre a Guadalupe Valley Electric Cooperative e a Base Power prevê disponibilizar 50 MW de capacidade em baterias distribuídas na área de concessão da cooperativa no sul do Texas, nos Estados Unidos. O anúncio foi informado em 13 de abril de 2026 e, segundo os envolvidos, a iniciativa busca reduzir picos de demanda e mitigar oscilações de preços no mercado atacadista de eletricidade da região. De acordo com informações da Utility Dive, o projeto amplia um piloto anterior de 2 MW.

Segundo Darren Schauer, diretor-geral e CEO da GVEC, o teste inicial mostrou o potencial das baterias distribuídas para aumentar a flexibilidade e o desempenho do sistema elétrico. A cooperativa pretende ter 20 MW de capacidade distribuída em operação até o fim de 2026 e, depois disso, acrescentar entre 15 MW e 20 MW por ano por meio da parceria com a Base Power.

Como a parceria pretende reduzir custos da cooperativa?

Schauer afirmou à Utility Dive que a GVEC participa diretamente do mercado atacadista operado pelo Electric Reliability Council of Texas, o ERCOT, algo que ele classificou como relativamente incomum entre cooperativas de distribuição. Nesse modelo, contratar 50 MW com a Base Power colocaria a empresa de Austin em um patamar semelhante ao de outros fornecedores de energia comprada no atacado pela cooperativa.

De acordo com o executivo, a GVEC atende cerca de 100 mil medidores de clientes em um território de 3,5 mil milhas quadradas a leste de San Antonio. No verão, a demanda de energia costuma atingir entre 500 MW e 600 MW, mas pode subir para cerca de 800 MW durante ondas de frio no inverno, quando consumidores recorrem ao aquecimento elétrico por resistência como apoio às bombas de calor.

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Esse comportamento de carga ajuda a explicar o interesse da cooperativa por baterias distribuídas. Em momentos de frio intenso ou calor extremo, os preços da eletricidade no mercado do ERCOT podem subir fortemente. O texto cita que, durante uma tempestade de inverno prolongada em fevereiro de 2021, os preços chegaram a US$ 1.200 por MWh antes de a Public Utilities Commission of Texas elevá-los ao teto legal de US$ 9.000 por MWh.

Qual é o papel das baterias residenciais nesse modelo?

A Base Power oferece baterias residenciais de 25 kWh com forte desconto no custo inicial para estimular a adesão. Segundo materiais públicos citados pela reportagem, membros da GVEC pagam menos de 50% do valor inicial padrão: US$ 295 por um sistema com uma bateria ou US$ 445 por um sistema com duas baterias. A empresa também isenta os clientes da cooperativa da taxa mensal padrão de US$ 29.

Em contrato de longo prazo, a Base Power fica responsável pela manutenção dos equipamentos e permite que os moradores usem a energia armazenada em interrupções no fornecimento. Schauer disse que cada bateria pode representar até 12 horas de energia de reserva para um cliente típico da GVEC, desde que o consumo seja administrado com cuidado.

  • Capacidade total prevista na parceria: 50 MW
  • Meta até o fim de 2026: 20 MW em operação
  • Expansão anual posterior: entre 15 MW e 20 MW
  • Capacidade de cada bateria residencial: 25 kWh

Por que a cooperativa vê vantagem em recursos distribuídos?

De acordo com a reportagem, a GVEC e a Base Power afirmam que as baterias instaladas pela parceria participarão do programa-piloto Aggregated Distributed Energy Resource, o ADER, do ERCOT. Esse programa permite que baterias distribuídas e outros recursos recebam receita por participação direta nos mercados atacadistas de energia e de serviços ancilares do operador do sistema.

Schauer afirmou que a cooperativa avaliou a economia potencial de custos de transmissão com baterias conectadas à distribuição em escala de concessionária e concluiu que ativos instalados atrás do medidor do consumidor final oferecem valor adicional. Segundo ele, uma bateria de escala utilitária registrada como ativo de geração no ERCOT não consegue reduzir os valores de transmissão da concessionária, enquanto dispositivos atrás do medidor podem contribuir para isso.

“We think this is one piece of our ability to control our overall costs,” he said.

O texto também contextualiza que o Texas encerrou 2025 com 13,9 GW e 22,9 GWh de capacidade de armazenamento em baterias em escala de rede, segundo a Modo Energy. Ainda assim, Schauer avalia que concessionárias como a GVEC devem se preparar para nova volatilidade adiante, diante do crescimento populacional, da expansão de centros de dados e de novas cargas industriais no sistema elétrico do ERCOT.

“I view this, along with other distributed [energy resources], as an ongoing part of our business and the industry itself,” Schauer said. “The more distributed tech on the grid, the better off we’re all going to be.”

Na avaliação apresentada na reportagem, a parceria se insere em um movimento mais amplo de uso de recursos energéticos distribuídos para dar mais flexibilidade ao sistema e administrar melhor custos e picos de carga em uma rede elétrica sujeita a variações climáticas e de demanda.

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