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Ataques em Gaza deixam sete mortos, segundo equipes de resgate locais

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Sete pessoas morreram e outras ficaram feridas na madrugada deste sábado, 11 de abril de 2026, após ataques israelenses no centro da Faixa de Gaza, segundo a Defesa Civil local. O episódio foi registrado no campo de refugiados de Al Bureij, em meio ao cenário de guerra entre Israel e o Hamas e a acusações mútuas de violação do cessar-fogo iniciado em 10 de outubro de 2025. De acordo com informações da CartaCapital, com base em despacho da AFP, as mortes teriam ocorrido após o disparo de dois mísseis por um drone israelense perto de um posto policial.

A informação inicial foi divulgada por Mahmoud Bassal, porta-voz da Defesa Civil de Gaza, organização de socorristas sob autoridade do Hamas. Segundo ele, além dos sete mortos, várias pessoas ficaram feridas, quatro delas em estado crítico. O Hospital Al Aqsa informou ter recebido os corpos de seis vítimas e sete feridos, incluindo pacientes com impactos diretos no rosto, no peito e em outras partes do corpo. Já o hospital Al Awda, também citado no relato, recebeu um corpo e atendeu dois feridos.

Onde ocorreu o ataque e o que dizem os serviços de resgate?

De acordo com os socorristas, o ataque ocorreu por volta de 1h40 no horário local, o equivalente a 19h40 de sexta-feira em Brasília. A área atingida fica próxima a um posto policial no campo de refugiados de Al Bureij, no centro da Faixa de Gaza. Ainda segundo as equipes locais, os bombardeios atingiram uma concentração de civis deslocados perto de uma mesquita.

Os relatos dos hospitais e da Defesa Civil formam a base das informações disponíveis sobre o episódio. A reportagem original ressalta, porém, que a AFP não pôde verificar de forma independente os boletins divulgados pelas duas partes envolvidas no conflito, em razão das restrições impostas à imprensa em Gaza e das dificuldades de acesso ao território.

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Qual foi a versão apresentada pelo Exército de Israel?

Procurado pela AFP, o Exército israelense afirmou ter atacado uma célula armada do Hamas. Segundo a versão militar, o grupo teria se aproximado da chamada linha amarela, que marca o limite do recuo das tropas israelenses na Faixa de Gaza, e planejava um ataque iminente contra forças de Israel.

A declaração contrasta com o relato dos serviços de resgate e das unidades de saúde locais, que apontam vítimas civis entre os atingidos. O texto original não apresenta elementos adicionais que permitam conciliar ou confirmar independentemente as duas versões, mantendo o episódio inserido no contexto de narrativas conflitantes sobre as operações realizadas no território palestino.

Como esse episódio se insere no contexto do cessar-fogo?

Israel e Hamas se acusam mutuamente de violar o cessar-fogo instaurado em 10 de outubro de 2025, após dois anos de guerra desencadeada pelo ataque de islamistas no sul de Israel em 7 de outubro de 2023. O novo episódio ocorre justamente nesse ambiente de trégua contestada, marcado por registros contínuos de mortes e confrontos.

Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, sob autoridade do Hamas, pelo menos 749 palestinos morreram em ataques israelenses desde 10 de outubro de 2025. A reportagem informa que esses números são considerados confiáveis pela ONU. Do lado israelense, o Exército afirmou que cinco soldados morreram desde o início da trégua.

  • Sete mortos foram reportados pela Defesa Civil de Gaza neste sábado, 11 de abril de 2026.
  • O ataque ocorreu no campo de refugiados de Al Bureij, no centro da Faixa de Gaza.
  • Hospitais locais relataram recebimento de corpos e atendimento a feridos, incluindo casos graves.
  • Israel afirmou ter atacado uma célula armada do Hamas.
  • A AFP disse não ter conseguido verificar de forma independente os relatos das partes.

O caso reforça a fragilidade do cessar-fogo e a dificuldade de checagem independente em uma área submetida a severas restrições de circulação e cobertura jornalística. Nesse contexto, os dados disponíveis seguem baseados nas informações divulgadas por autoridades e instituições ligadas aos dois lados do conflito.

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