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Marco Rubio é excluído de negociações entre EUA e Irã no Paquistão

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Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, ficou fora da nova rodada de negociações com o Irã, realizada no Paquistão, destacando um deslocamento em sua influência na diplomacia dos EUA. Tradicionalmente, Secretários de Estado lideram importantes tarefas diplomáticas, mas Rubio não participa das atuais negociações, que envolvem figuras próximas ao presidente Donald Trump. De acordo com informações do Diario do Centro do Mundo, a delegação em Islamabad é liderada por Steve Witkoff e Jared Kushner, enquanto Rubio permanece em Washington.

A ausência de Rubio nas negociações revela uma mudança significativa na condução da política externa dos EUA. Analistas apontam que ele combina o comando do Departamento de Estado com o papel de conselheiro de segurança nacional, o que, teoricamente, aumenta sua influência junto a Trump, mas limita sua participação nas reuniões de trabalho externas.

Até que ponto Rubio influencia a diplomacia americana?

Ao acumular funções raramente vistas na história, Rubio é comparado a Henry Kissinger, que ocupou os mesmos postos simultaneamente durante os anos 1970. A prática, contudo, levanta críticas sobre a eficácia e coordenação da diplomacia estadunidense. Emma Ashford, do Stimson Center, disse que a ausência de Rubio nas negociações pode prejudicar o Departamento de Estado e a capacidade dos EUA de gerirem sua diplomacia.

Por outro lado, defensores do arranjo como Tommy Pigott, porta-voz do Departamento de Estado, argumentam que o estreito alinhamento entre Rubio e outras agências federais fortalece a diplomacia americana. “Agora temos um Conselho de Segurança Nacional e um Departamento de Estado totalmente sincronizados”, declarou Pigott.

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Qual é a resposta oficial do Departamento de Estado?

Em declarações ao Politico, Rubio defendeu seu papel ao afirmar que continua frequentando o Departamento de Estado “quase todos os dias”. Ele menciona a eficiência de se combinar dois cargos anteriormente separados, afirmando que tal configuração permite participar das mesmas reuniões sem duplicidade de esforços.

Veteranos em segurança nacional, no entanto, veem riscos na combinação de funções. Matthew Waxman, que trabalhou em várias instâncias do governo Bush, acredita que manter uma lacuna na liderança ativa do Departamento de Estado pode ser perigoso. “Alguém precisa gerenciar a política externa dos Estados Unidos no resto do mundo enquanto tanta atenção está focada na diplomacia com o Irã”, advertiu Waxman.

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