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Artemis II: Astronautas quebram recorde histórico e iniciam volta à Terra

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Astronautas da missão Artemis II em trajes espaciais posando dentro da espaçonave Orion, com a Terra ao fundo.
Reprodução / agenciabrasil.ebc.com.br

Os quatro tripulantes da missão Artemis II concluíram na última segunda-feira, 6 de abril de 2026, o primeiro sobrevoo tripulado ao redor da Lua em mais de meio século e já iniciaram a viagem de retorno ao nosso planeta. O feito histórico marca não apenas a retomada da exploração lunar humana, mas também o estabelecimento de um novo recorde absoluto de distância percorrida por seres humanos a partir da Terra, superando a emblemática marca anterior que pertencia à missão Apollo 13.

De acordo com informações da Radioagência Nacional, a manobra ao redor do satélite natural terrestre teve uma duração total de sete horas. Durante esse período crítico de sobrevoo lunar, os astronautas a bordo da espaçonave Orion realizaram uma série de observações e coleta de dados científicos fundamentais para o futuro da exploração espacial estadunidense e internacional. O Brasil é um dos parceiros dessa iniciativa global, tendo sido o primeiro país da América do Sul a assinar, em 2021, os Acordos Artemis, tratado liderado pela NASA que estabelece princípios para a cooperação e exploração pacífica do espaço.

Quais foram as descobertas feitas no lado oculto da Lua?

Enquanto orbitavam a região não visível a partir da Terra, um complexo conjunto de câmeras de alta resolução instalado na espaçonave Orion foi ativado para capturar imagens inéditas e gravar vídeos detalhados do lado oculto da Lua. Essa visualização minuciosa trouxe dados valiosos sobre a morfologia do terreno lunar, ampliando o conhecimento humano sobre o satélite.

As observações realizadas pela tripulação permitiram o registro de estruturas geológicas cruciais, que incluem:

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  • O mapeamento de diversas crateras nunca antes observadas com essa proximidade;
  • A identificação de antigos fluxos de lava solidificada;
  • A detecção de rachaduras e falhas geológicas na superfície do satélite.

Essas informações coletadas são essenciais para ajudar os cientistas da NASA a estudar e compreender de forma mais profunda como a Lua se transformou e evoluiu geologicamente ao longo do tempo. Durante as observações, a tripulação aproveitou o momento histórico e sugeriu nomear duas das crateras encontradas. A primeira foi batizada como Integrity, mesmo nome que os astronautas deram informalmente à própria espaçonave Orion. A segunda cratera recebeu o nome de Carol, em uma homenagem direta à falecida esposa do comandante da missão, Reid Wiseman.

Como ocorreu a quebra do recorde de distância da Apollo 13?

O momento de maior tensão e isolamento da missão ocorreu enquanto a espaçonave Orion passava exatamente atrás da Lua em relação à Terra. Durante essa manobra orbital, houve uma perda total de sinal e comunicação que durou 40 minutos. Foi exatamente nesse trecho do trajeto que a tripulação de astronautas atingiu o ponto de maior proximidade com a superfície do satélite natural, passando a apenas 6.545 quilômetros de altitude.

Logo em seguida, a missão cravou seu nome na história espacial. Dois minutos após atingirem a aproximação máxima com a Lua, exatamente às oito horas e dois minutos, no fuso horário de Brasília, a espaçonave e seus quatro ocupantes atingiram a impressionante distância máxima em relação à Terra: 406.700 quilômetros. Este número consolida um novo recorde absoluto para voos espaciais tripulados na história da humanidade.

Quais fenômenos raros foram registrados pela tripulação?

O espetáculo visual da missão não se restringiu apenas às crateras. Quando o contato de comunicação com a base na Terra foi finalmente reestabelecido e a cápsula Orion passava pela área de sombra projetada pela Lua, a tripulação vivenciou a experiência de estar imersa em um eclipse solar que teve quase uma hora de duração. A escuridão prolongada no espaço proporcionou um ambiente ideal para observações atípicas.

Essa condição de eclipse solar permitiu que os astronautas conseguissem registrar fenômenos espaciais considerados raros. Entre os registros documentados estão seis flashes de luz distintos, que foram causados diretamente pelo impacto de fragmentos de rochas e meteoritos colidindo contra a superfície lunar na escuridão.

O sucesso desta etapa aproxima a agência espacial de seus objetivos de longo prazo. A administradora interina de missões de desenvolvimento da agência, Lori Glaze, veio a público para reafirmar o propósito do programa espacial. Segundo ela, a atual missão faz parte integral dos planos estratégicos para viabilizar a montagem e a manutenção de uma base lunar permanente em um futuro próximo, pavimentando o caminho para explorações ainda mais distantes.

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