Um novo apagão generalizado atingiu Cuba no sábado, 21 de março de 2026, afetando o fornecimento de energia em várias regiões do país, incluindo Havana, segundo o Ministério de Energia da ilha. O corte ocorreu pouco antes das 18h30 no horário local, apenas cinco dias após outro apagão nacional, e levou o governo a acionar protocolos de restabelecimento por meio de microssistemas para hospitais e setores estratégicos. De acordo com informações do Petronotícias, a nova falha ocorreu em meio ao agravamento da crise estrutural no país. Para o Brasil e a América Latina, episódios desse tipo têm relevância regional por exporem a instabilidade de infraestrutura em um país do Caribe e seus efeitos sobre serviços essenciais e a dinâmica política no entorno regional.
Informações oficiais preliminares apontam que a interrupção foi causada por uma avaria associada ao desligamento repentino de uma unidade da central termoelétrica de Nuevitas, em Camagüey. Camagüey fica na região central de Cuba, e Nuevitas abriga um complexo termoelétrico integrado ao sistema nacional. Em publicação nas redes sociais, o governo informou uma “desconexão total” do sistema elétrico nacional. O primeiro-ministro Manuel Marrero Cruz afirmou que os protocolos de recomposição foram implementados imediatamente.
“após o desligamento da SEN, os protocolos estabelecidos para seu restabelecimento foram imediatamente implementados, em meio a circunstâncias muito complexas. Nossos eletricistas têm capacidade para superar essa situação.”
O que provocou o novo apagão em Cuba?
Segundo o relato reproduzido pela fonte, a falha teve origem em problemas na central termoelétrica de Nuevitas, o que provocou uma nova pane total no Sistema Nacional de Energia Elétrica. Trata-se do segundo corte nacional em menos de uma semana, sinalizando a persistência de dificuldades na infraestrutura energética do país.
Com a interrupção, o governo cubano informou que tentou recompor o serviço por microssistemas capazes de abastecer apenas áreas consideradas prioritárias. Entre elas, estão hospitais e setores estratégicos. A ocorrência reforça o cenário de fragilidade do sistema elétrico, já submetido a sucessivas interrupções e limitações operacionais.
Como a crise elétrica se relaciona com a tensão social?
O texto original associa o novo apagão ao aprofundamento da crise social e política em Cuba, em um contexto de deterioração das condições de vida e aumento da insatisfação popular. Segundo a publicação, manifestações foram registradas em várias cidades, em meio a queixas sobre escassez e cortes de energia.
Entre os episódios citados está o caso de Morón, descrito como um protesto que começou por causa da falta de eletricidade e evoluiu para confronto com forças de segurança e incêndio na sede do Partido Comunista. Morón é um município da província de Ciego de Ávila, no centro de Cuba. A resposta estatal, conforme o texto, incluiu prisões e restrições de acesso à internet.
- Segundo apagão nacional em menos de uma semana
- Falha relacionada à usina termoelétrica de Nuevitas
- Abastecimento emergencial limitado a setores estratégicos
- Relatos de protestos em diferentes cidades
- Restrições à internet e prisões após manifestações, segundo a fonte
O que disse o governo cubano sobre o cenário?
Além de tratar do apagão, o artigo reproduz declarações do presidente Miguel Díaz-Canel sobre o contexto regional e a relação com os Estados Unidos. Cuba e Estados Unidos mantêm uma relação historicamente marcada por embargo econômico e tensões diplomáticas, o que frequentemente aparece no discurso oficial cubano sobre a crise interna. Segundo o texto, o líder cubano atribuiu parte das dificuldades à pressão de Washington sobre governos da região e criticou o isolamento diplomático de Cuba.
“a pressão de Washington sobre os governos da região é brutal”
O texto também informa que Díaz-Canel agradeceu o apoio recebido de aliados internacionais, com menção à presidente do México, Claudia Sheinbaum, e voltou a defender o modelo político cubano. Em outro trecho reproduzido pela fonte, ele rejeitou a avaliação de que Cuba represente ameaça externa.
“Os cubanos não atacaram ninguém”
Ao relatar o novo apagão e seus desdobramentos, a publicação aponta que a crise energética se soma a dificuldades políticas e sociais mais amplas. Para o público brasileiro, o episódio ajuda a dimensionar um quadro de instabilidade em um país latino-americano com peso simbólico na política regional e frequente presença no debate diplomático do continente. O episódio indica a continuidade de um quadro de instabilidade no país, com impactos simultâneos sobre serviços essenciais e sobre a reação da população.
