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Algar amplia atuação em MVNOs com marcas próprias e plataforma para parceiros

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Vibrant night street scene in Uberlândia, Brazil showcasing illuminated buildings and road signs.
Vibrant night street scene in Uberlândia, Brazil showcasing illuminated buildings and road signs. Foto: André Nascente — Pexels License (livre para uso)

A Algar adotou uma estratégia em três frentes no mercado de MVNOs, atuando com a marca própria Algar, com a marca digital Nomo e também como MVNE para viabilizar operações móveis virtuais de outras empresas. A iniciativa, chamada de “mobilidade conectada”, foi detalhada por Ivan Mendes, diretor de inovação da Algar e presidente do Brain, em entrevista publicada em 31 de março de 2026. De acordo com informações do Mobile Time, o movimento busca expandir a atuação da companhia no país e diversificar seus modelos de negócio.

No setor de telecomunicações, MVNO é a operadora móvel virtual que vende serviços ao consumidor usando a rede de outra prestadora, enquanto MVNE é a empresa que fornece a infraestrutura e os sistemas para viabilizar essa operação a terceiros. Segundo Ivan Mendes, a operação com duas marcas tem objetivos distintos. A Algar usa sua MVNO para ampliar o portfólio tradicional além de sua área de concessão, com foco nos segmentos de varejo e corporativo e oferta integrada aos demais serviços da companhia. Já a Nomo foi estruturada como marca nativa digital, com ativação por eSIM, modelo totalmente digital e sem fidelidade, voltada a consumidores mais jovens e familiarizados com serviços digitais.

Como a Algar divide sua estratégia entre Algar, Nomo e a frente MVNE?

Na entrevista, Mendes afirmou que a diferença entre Algar e Nomo é estratégica. Enquanto a primeira amplia um negócio já existente com cobertura nacional, a segunda testa um novo posicionamento de mercado e um novo perfil de público. A proposta da Nomo é centrada em autonomia do usuário, simplicidade e menor atrito na jornada de contratação e uso.

O executivo também apresentou números atualizados das operações. Em 31 de março de 2026, a Nomo reúne 12 mil clientes ativos, enquanto a operação MVNO da Algar soma 17 mil clientes ativos. Ainda de acordo com a entrevista, o modelo de Mobile Virtual Network Operator acumula mais de R$ 14 milhões em faturamento bruto.

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Quais são os números atuais informados pela empresa?

Os dados apresentados por Ivan Mendes indicam o seguinte cenário nas frentes já em operação:

  • Nomo: 12 mil clientes ativos;
  • MVNO da Algar: 17 mil clientes ativos;
  • Faturamento bruto acumulado do modelo MVNO: mais de R$ 14 milhões.

O texto original não informa projeções numéricas para 2026 além desses resultados e da indicação de continuidade da expansão nacional com base em parcerias multirrede.

Por que a empresa decidiu oferecer uma plataforma de MVNE?

Na frente de MVNE, a Algar passou a oferecer infraestrutura e suporte para que outras empresas lancem serviços móveis com marca própria. Segundo Mendes, o alvo principal são provedores de internet, os ISPs, que podem entrar no mercado de telefonia móvel sem assumir, sozinhos, o investimento em infraestrutura, a complexidade regulatória e o desenvolvimento tecnológico.

De acordo com a entrevista, a frente MVNE já tem 14 parceiros credenciados e outros 15 em fase avançada de negociação. A proposta é operar como uma plataforma B2B2C, em que a Algar fornece a base tecnológica e o parceiro se responsabiliza pela relação comercial com o consumidor final.

O que a plataforma da Algar entrega aos parceiros?

A plataforma MVNE da companhia oferece uma solução white-label com os sistemas necessários para a operação. Entre os itens citados por Ivan Mendes estão:

  • core de rede;
  • sistemas de faturamento;
  • emissão fiscal;
  • plataformas de atendimento;
  • portal de gestão;
  • APIs para integração;
  • SIM Cards e eSIMs personalizados com a marca do parceiro.

Nesse modelo, a empresa parceira fica responsável pela gestão comercial da própria marca, incluindo marketing, vendas, definição de planos e relacionamento direto com o cliente final. Já a Algar monetiza a operação por meio de uma lógica de Plataforma como Serviço, com foco em recorrência e escala.

Qual é o papel do projeto mobilidade conectada na estratégia da companhia?

Segundo o executivo, o projeto “mobilidade conectada” representa um redesenho do modelo de negócios da Algar no setor móvel. A companhia busca crescer com maior eficiência de capital, ampliar receitas para além da disputa direta pelo cliente final e testar modelos digitais segmentados, como o da Nomo.

Na avaliação apresentada por Mendes, a transformação esperada é a evolução da empresa de uma operadora tradicional para uma estrutura mais modular, ágil e escalável, capaz de atuar simultaneamente como operadora, plataforma e marca digital. O texto do Mobile Time mostra, assim, que a estratégia da Algar no mercado de MVNOs combina expansão nacional, segmentação de público e oferta de infraestrutura para terceiros.

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