Alexandre Ramagem critica PF após prisão nos EUA: ‘Polícia de jagunços’ - Brasileira.News
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Alexandre Ramagem critica PF após prisão nos EUA: ‘Polícia de jagunços’

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O ex-deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, preso nos Estados Unidos no último dia 13 de abril e solto dois dias depois, usou suas redes sociais para narrar o episódio e atacar o comando da Polícia Federal (PF). Em vídeo publicado na quinta-feira, 16, o aliado histórico do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que a detenção foi por uma “questão migratória” e que sua situação no país já estaria regularizada, após pedido de asilo para ele e sua esposa.

De acordo com informações do UOL e do Estadão, Ramagem foi detido pelo ICE, o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos. A prisão ocorreu após rumores divulgados pelo influenciador Paulo Figueiredo, que também vive nos EUA, de que o motivo seria uma multa de trânsito. Ramagem, no entanto, desmentiu essa versão em seu vídeo.

Primeiro que eu fui detido por uma questão migratória, nada de trânsito

O ex-parlamentar, que já foi delegado da Polícia Federal, não poupou críticas à cúpula da corporação brasileira, em um ataque direto. Sua fuga para os Estados Unidos com a família ocorreu antes de ser preso no Brasil, após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado.

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Quem é Alexandre Ramagem e qual sua situação judicial?

Alexandre Ramagem é uma figura central no cenário político recente do Brasil. Ex-delegado da PF, ele comandou a Abin durante o governo de Jair Bolsonaro e foi eleito deputado federal. Sua trajetória, no entanto, sofreu uma reviravolta radical em 2025, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) o condenou pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. A pena aplicada foi de 16 anos, 1 mês e 15 dias de reclusão em regime fechado, além da perda do mandato.

Antes que a sentença pudesse ser cumprida no Brasil, Ramagem deixou o país com sua família, estabelecendo-se nos Estados Unidos. Sua prisão pela imigração americana reacendeu as esperanças do governo brasileiro de viabilizar uma eventual extradição, mas o pedido de asilo político feito por ele e sua esposa complica esse cenário jurídico e diplomático.

O que Ramagem disse sobre a Polícia Federal?

Em seu depoimento em vídeo, além de explicar os motivos de sua breve detenção, Alexandre Ramagem dirigiu ataques contundentes à instituição da qual já fez parte. Sua crítica focou no atual comando da PF, usando termos de forte impacto. A declaração, reproduzida pelos dois veículos, foi:

Polícia de jagunços

A expressão, utilizada para se referir aos dirigentes da PF, reflete o tom de confronto e a narrativa de perseguição política que Ramagem e seus aliados vêm adotando. Para analistas, o episódio da prisão nos EUA e a reação imediata do ex-deputado fazem parte de uma estratégia de comunicação para consolidar sua imagem como perseguido perante sua base de apoiadores, tanto no Brasil quanto entre brasileiros radicados no exterior.

A situação de Ramagem nos Estados Unidos agora depende da análise de seu pedido de asilo pelas autoridades locais. Caso concedido, o status legal dificultaria sobremaneira qualquer tentativa de repatriamento forçado. Enquanto isso, no Brasil, ele permanece como condenado à revelia, com uma longa pena a cumprir.

Qual foi a reação e o contexto político?

A prisão de Ramagem pelo ICE gerou expectativa imediata no governo brasileiro, que via no ocorrido uma possibilidade de iniciar tratativas para trazêlo de volta ao país para cumprir pena. No entanto, a soltura rápida e o anúncio do pedido de asilo esfriaram esse ânimo inicial.

O caso se insere em um contexto mais amplo de julgamentos e condenações de figuras envolvidas nos eventos relacionados a 2022 e 2023. A condenação de Ramagem pelo STF foi um dos veredictos de maior peso, dada sua proximidade com o núcleo do poder no governo anterior e seu conhecimento de estruturas de inteligência e segurança. Sua fuga internacional havia sido um ponto de frustração para setores do Ministério da Justiça e do próprio STF.

As críticas à PF, por sua vez, não são isoladas. Integrantes do bolsonarismo radical frequentemente acusam a cúpula da polícia de atuar com viés político. A fala de Ramagem ressoa nesse ecossistema, servindo como mais um elemento de combate narrativo contra as instituições.

  • Condenação no STF: 16 anos, 1 mês e 15 dias por crimes contra o Estado Democrático.
  • Prisão nos EUA: Em 13 de abril pelo ICE, solto em 15 de abril.
  • Status migratório: Pedido de asilo político para ele e a esposa em trâmite.
  • Críticas: Atacou o comando da PF, chamando-o de “polícia de jagunços”.

O desfecho do caso de Alexandre Ramagem agora depende de duas frentes distintas: a justiça americana, que avaliará seu pedido de refúgio, e a contínua pressão diplomática e jurídica do Brasil, que busca garantir o cumprimento da sentença. Enquanto isso, sua voz, amplificada pelas redes sociais, continua a alimentar a polarização política.

Fontes consultadas

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