Ademir Piccoli, ativista da inovação e CEO da J.Ex, afirmou em 16 de abril, durante o Encontro Regional de TIC do Sistema S, em Palmas, que profissionais que atuam de forma repetitiva tendem a ser substituídos por agentes de inteligência artificial. A declaração foi dada ao tratar do papel do CIO na era da IA, em um cenário em que a tecnologia deixa o ambiente de testes e passa a ser usada em produção. De acordo com informações do Convergência Digital, a avaliação foi feita durante participação no evento organizado pela Network Eventos.
Na avaliação de Piccoli, o CIO deve atuar como um articulador entre tecnologia, negócios e segurança dentro das organizações. Segundo ele, esse executivo precisa assumir também um papel de disseminação do uso da inteligência artificial, ao mesmo tempo em que lida com o aumento das demandas trazidas pela adoção dessas ferramentas.
Qual é o papel do CIO na era da inteligência artificial?
Durante a entrevista à CDTV, do portal Convergência Digital, Piccoli disse que o CIO precisa ser o “evangelizador” de IA na organização. Na prática, isso significa conectar a área de tecnologia ao negócio, integrar processos e acompanhar os impactos da adoção de novas soluções, sem deixar de lado a segurança da informação.
Ele também afirmou que não vê uma disputa direta entre o CIO e um eventual chefe de IA, sustentando que as funções são diferentes. Para o executivo, o avanço da inteligência artificial amplia a carga de responsabilidades do CIO, em vez de reduzir sua relevância dentro das empresas.
“Esse CIO está super demandado mesmo. E não veio o Chefe de IA disputando espaço com o CIO. Os dois têm funções diferentes.”
O que Ademir Piccoli disse sobre substituição de trabalhadores por IA?
Ao ser questionado sobre demissões provocadas pela inteligência artificial, Piccoli afirmou que tarefas executadas de maneira mecânica devem, sim, ser absorvidas por agentes de IA. A fala foi apresentada com a distinção entre substituição de atividades e substituição de pessoas, ponto central de sua análise sobre o impacto da tecnologia no trabalho.
“Os agentes IA substituem atividades e não as pessoas. O ser humano é um talento e não será substituído, mas há funções que serão”.
A declaração reforça a visão de que a transformação em curso atinge principalmente rotinas padronizadas e repetitivas. No entendimento exposto pelo palestrante, o efeito mais direto da IA recai sobre funções estruturadas como execução de tarefas previsíveis, e não necessariamente sobre o valor humano em si.
Como Piccoli avalia o estágio atual da inteligência artificial nas empresas?
Segundo Piccoli, a inteligência artificial está deixando o laboratório de inovação e entrando em operação nas empresas. Para ele, esse movimento não elimina falhas no curto prazo. Ao contrário, indica um período de transição em que o uso corporativo da IA ainda deve conviver com erros e ajustes.
“Veremos muitos erros ainda”.
A fala situa a adoção da IA em um momento de expansão prática nas organizações, com desafios de implementação e amadurecimento. No contexto apresentado pelo executivo, a discussão não se limita ao potencial da tecnologia, mas alcança a forma como empresas estruturam governança, segurança e integração entre áreas para absorver esses recursos.
- Piccoli defendeu que o CIO seja o disseminador da IA dentro da organização.
- Ele afirmou que CIO e chefe de IA exercem funções diferentes.
- Disse que agentes de IA tendem a substituir atividades repetitivas.
- Avaliou que a IA está saindo da inovação experimental e indo para a produção.
- Alertou que o processo ainda deverá registrar erros.
As declarações foram feitas no Encontro Regional de TIC do Sistema S, realizado em Palmas, em participação reportada pelo Convergência Digital. O conteúdo destaca a leitura de Piccoli sobre a reorganização das funções de tecnologia e sobre os impactos da inteligência artificial no ambiente corporativo.