Um grave e trágico acidente de trânsito ocorrido durante a madrugada desta terça-feira (21) resultou na morte de seis pessoas pertencentes a uma mesma família. A tragédia foi registrada na rodovia BR-251, especificamente na região do município de Salinas, localizado na porção norte do estado de Minas Gerais. A colisão frontal de altíssimo impacto envolveu um veículo de passeio modelo Palio e uma carreta de grande porte destinada ao transporte de cargas rodoviárias.
De acordo com informações detalhadas publicadas pela Jovem Pan e pela cobertura do portal G1, o trágico evento aconteceu por volta das três horas e vinte minutos da manhã, horário em que a visibilidade costuma ser substancialmente reduzida na pista. O acidente ocorreu na altura do quilômetro 263 da referida rodovia federal, uma área de intenso tráfego logístico que fica situada geograficamente próxima à fronteira mineira com o estado da Bahia. O grupo familiar havia iniciado a sua longa jornada de carro na cidade de São Paulo e tinha como destino final estipulado o município de Canaã, localizado no interior do território baiano.
Trafegando no sentido oposto da via de rolamento, estava a carreta diretamente envolvida no sinistro automobilístico. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou à imprensa que o veículo pesado estava cumprindo uma rota comercial comum e transportava uma vasta carga composta por diversos produtos oriundos do setor de comércio eletrônico. A carreta em questão havia iniciado o seu percurso logístico no estado da Bahia e tinha como destino final programado para a entrega de todas as mercadorias o estado de Santa Catarina, na região Sul do país.
Quais foram as vítimas confirmadas no acidente na BR-251?
O impacto da colisão em alta velocidade rodoviária foi absolutamente devastador para os ocupantes do automóvel de menor porte. As autoridades de segurança pública presentes no local confirmaram que todas as seis pessoas que viajavam no Fiat Palio perderam a vida quase que imediatamente em decorrência da imensa força mecânica da batida contra a rígida estrutura frontal da carreta de carga. O responsável legal por conduzir o veículo de passeio na madrugada chuvosa foi identificado pelas autoridades policiais apenas como um homem de 49 anos de idade.
Além do experiente motorista do veículo leve, também estavam presentes como passageiros no interior do carro a sua esposa, uma mulher de 39 anos de idade, e os três filhos gerados pelo casal em viagem de férias ou mudança. Segundo o triste levantamento inicial repassado pela corporação de resgate, as crianças e adolescentes vitimados de forma prematura tinham apenas três, dez e 15 anos de idade. A sexta e última vítima fatal humana a ser formalmente identificada pelos agentes foi a avó das crianças, uma senhora idosa de 59 anos que acompanhava o longo percurso familiar pelo interior do país.
A dimensão imensurável dessa tragédia familiar no asfalto não se limitou apenas aos seres humanos embarcados, vitimando também o animal de estimação de estima que estava presente e acompanhava o grupo paulista na viagem interestadual em direção à Bahia. O cachorro da família, que se encontrava confortavelmente no interior do veículo de passeio no exato momento da violenta colisão frontal contra o caminhão de encomendas, não resistiu aos múltiplos ferimentos físicos sofridos com o amassamento do teto e também foi a óbito no local do desastre rodoviário. Em total contrapartida estrutural, o motorista profissional encarregado de conduzir a carreta, um homem de 36 anos de idade, teve sua integridade física totalmente preservada, saindo do cavalo mecânico ileso e não relatando ter sofrido quaisquer ferimentos na terrível ocorrência.
Como foi montada a operação de resgate e o desencarceramento?
Devido à extrema e incontrolável violência cinemática do forte impacto frontal ocorrido entre o frágil automóvel de passeio familiar e a robusta estrutura metálica do veículo de carga rodoviária, o sombrio cenário encontrado pelas equipes operacionais de primeira resposta era de destruição mecânica total. Todas as seis vítimas fatais ficaram tragicamente presas às retorcidas ferragens estruturais do Palio, tornando totalmente inviável a simples e rápida remoção humana dos corpos. Para a efetiva e respeitosa liberação das vítimas presas, foi estritamente necessária a montagem urgente de uma operação tática e especializada de desencarceramento veicular diretamente no trecho interditado do asfalto, um procedimento altamente complexo realizado sob as condições difíceis e escuras da madrugada profunda na estrada.
O árduo, pesado e exaustivo trabalho de resgate contínuo, avaliação médica in loco e atendimento especializado à ocorrência rodoviária letal mobilizou múltiplas e diferentes frentes integradas das principais forças de segurança pública e de emergência em saúde do estado mineiro. Participaram de forma muito ativa, coordenada e ostensiva da grande operação emergencial na via as seguintes importantes corporações públicas:
- Equipes de socorristas médicos e paramédicos intervencionistas atuantes pelo vitalício Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu);
- Militares devidamente e amplamente especializados em equipamentos de salvamento veicular pertencentes ao Corpo de Bombeiros de Minas Gerais;
- Agentes patrulheiros federais da Polícia Rodoviária Federal (PRF), responsáveis primários pelo rápido isolamento da área de destroços, pela sinalização luminosa do fluxo, pelo controle tático do tráfego remanescente perigoso e pelo exaustivo registro burocrático da triste ocorrência;
- Profissionais altamente qualificados de investigação científica da Polícia Civil para a condução irrestrita e legal dos exatos trabalhos de perícia técnica investigativa no sangrento sítio criminal do acidente noturno.
Quais são os próximos passos da investigação policial sobre a batida?
Tendo sido finalmente e dolorosamente finalizada a complexa e muito demorada etapa de remoção mecânica e hidráulica de todas as ferragens cortantes que prendiam as vítimas ao veículo severamente destroçado e irreconhecível, as autoridades policiais providenciaram de pronto o transporte mortuário adequado. Os corpos inertes e sem vida das seis vítimas oriundas de São Paulo foram devidamente recolhidos do asfalto e imediatamente encaminhados por uma empresa funerária privada terceirizada, que se encontrava atuando na escala noturna de plantão regional, diretamente para os cuidados póstumos do Instituto Médico Legal (IML) estadual. A unidade de polícia científica e seccional do IML que ficou designada territorialmente como a grande responsável legal por receber as múltiplas vítimas mortais e proceder com rigor com as autópsias oficiais padronizadas está localizada de forma bem estratégica no município vizinho de Taiobeiras, uma cidade também profundamente inserida na mesma e ampla região norte do mapa político de Minas Gerais.
A extensa e marcante área de asfalto do fatídico quilômetro 263 da rodovia federal BR-251 passou durante várias horas por uma profunda, detalhada e minuciosa análise científica e visual coordenada de perto pelas experientes equipes estaduais de perícia técnica criminal local, bem como por instâncias federais de perícia administrativa de trânsito em movimento. Os detalhados, extensos e fotográficos laudos periciais e jurídicos que estão sendo ativamente elaborados e digitados com base exclusiva nos diversos vestígios de frenagem e fluidos deixados no duro asfalto, e principalmente focados nas posições de repouso final inercial dos dois automóveis destroçados no isolado local do sinistro noturno, serão sempre considerados pela justiça e pelos advogados instrumentos absolutamente e legalmente fundamentais para toda a futura investigação processual do evento trágico com múltiplos mortos e grande abalo emocional comunitário e familiar irreversível no país.