A Polícia Federal nomeou a delegada Tatiana Alves Torres para substituir Marcelo Ivo de Carvalho como oficial de ligação nos Estados Unidos. A decisão ocorre após Carvalho ser expulso pelo Departamento de Estado dos EUA devido a sua atuação controversa no caso Alexandre Ramagem, ex-deputado federal, segundo a CNN Brasil e o Metrópoles.
A nomeação, publicada no Diário Oficial da União no dia 20, veio após o ex-deputado ser detido pela agência de imigração dos EUA por ter infringido regras de trânsito e estar com seu visto expirado desde março. Ele também estava em situação irregular com um passaporte diplomático cancelado pelo STF.
O que muda para o cidadão?
A nomeação de Tatiana Alves Torres representa uma mudança significativa na representação da PF nos EUA. Tatiana, que já foi superintendente da PF em Minas Gerais, atuará como oficial de ligação com o ICE, mediando trocas de informações e apoiando investigações entre Brasil e EUA.
O caso de Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin, também levanta questionamentos sobre a atuação das autoridades brasileiras no exterior. Ele vinha sendo monitorado por agências de inteligência desde novembro do ano passado. Isso demonstra o interesse contínuo das autoridades em resolver questões de imigração pendentes envolvendo ex-autoridades brasileiras.
Quais são os próximos passos?
Agora, Tatiana tem um mandato de dois anos em solo americano, durante o qual pretende fortalecer a cooperação entre as duas nações. Essa nomeação já estava em planejamento pela direção da PF desde fevereiro deste ano, conforme apurado pelo Metrópoles.
A presença de Tatiana nos EUA também é uma tentativa de restaurar a confiança entre as agências de imigração de ambos os países, depois do constrangimento diplomático causado pela expulsão de Carvalho.
“Ela representará adequadamente a Polícia Federal, facilitando a troca de informações e apoiando investigações conjuntas”, mencionou uma fonte do Metrópoles.
O monitoramento do ex-deputado Ramagem incluiu ações terrestres e buscas pelo carro que ele utilizava na Flórida, evidenciando a complexidade do caso e a seriedade com que a PF aborda questões de segurança internacional.