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7-Eleven fechará 645 lojas na América do Norte e ampliará reformas até 2027

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A Seven & i Holdings, controladora japonesa da 7-Eleven, informou que pretende fechar 645 lojas de conveniência na América do Norte até o fim de fevereiro de 2027, ao mesmo tempo em que planeja ampliar em 50% os investimentos nas unidades já existentes. A estratégia envolve o encerramento de operações com baixo desempenho nos Estados Unidos e no Canadá, além de reformas nas lojas para tentar melhorar a lucratividade em um cenário de desaceleração do consumo.

De acordo com informações do Valor Empresas, as lojas que serão fechadas representam 5% da base de conveniência da subsidiária americana 7-Eleven Inc. na região. Ainda assim, o plano da companhia prevê a abertura de 205 novas unidades no ano fiscal que termina em fevereiro do próximo ano, o que deixaria a operação norte-americana com 12.272 lojas, uma redução líquida de 440 pontos.

Por que a 7-Eleven decidiu fechar lojas na América do Norte?

Segundo o texto original, a decisão está ligada ao desempenho mais fraco de parte da operação e à necessidade de recuperação dos resultados na região. A empresa busca elevar a rentabilidade neste ano fiscal com redução de despesas de marketing e administrativas, ao mesmo tempo em que direciona recursos para modernizar unidades consideradas menos competitivas.

A desaceleração econômica nos Estados Unidos também aparece como um dos fatores citados para a piora do ambiente de negócios. Muitas lojas da rede estão em áreas urbanas, e a queda do consumo, sobretudo entre consumidores de baixa e média renda, afetou a operação. No ano encerrado em fevereiro, a receita operacional das lojas de conveniência da Seven & i no exterior caiu 7%, para 8,55 trilhões de ienes.

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Como a empresa pretende reorganizar a operação?

Além dos fechamentos, a Seven & i pretende aumentar os investimentos nas operações norte-americanas em 50% neste ano fiscal, para 320 bilhões de ienes, o equivalente a US$ 2 bilhões, principalmente em reformas de lojas 7-Eleven. A proposta é alterar layout, modernizar mobiliário e renovar unidades que perderam competitividade por envelhecimento e outros fatores.

O plano também inclui a ampliação gradual do número de lojas com restaurantes anexos, em uma tentativa de atrair novos públicos, incluindo famílias. A companhia apresenta essa frente como parte de um esforço mais amplo para elevar vendas por unidade e fortalecer a operação regional.

  • Fechamento de 645 lojas até fevereiro de 2027
  • Abertura prevista de 205 novas lojas no ano fiscal em curso
  • Investimento de 320 bilhões de ienes nas operações norte-americanas
  • Foco em reformas, layout e modernização de mobiliário

Qual é o contexto corporativo dessa decisão?

O movimento ocorre após a empresa discutir mudanças estruturais em sua subsidiária americana. No verão de 2024, a Seven & i anunciou planos para abrir o capital da 7-Eleven Inc. como reação a uma oferta de aquisição apresentada pela canadense Alimentation Couche-Tard. Embora essa oferta tenha sido retirada no verão seguinte, a companhia japonesa manteve a intenção de seguir com a abertura de capital.

Há duas semanas, porém, a Seven & i decidiu adiar esse processo em razão da deterioração das condições de mercado nos Estados Unidos. Nesse contexto, a recuperação do desempenho das lojas de conveniência na América do Norte é tratada como ponto central para viabilizar uma futura oferta pública da subsidiária.

O que mais muda na estrutura da empresa?

Como parte das reformas estruturais, a 7-Eleven Inc. reduziu seu quadro de funcionários em cerca de 26 mil pessoas ao longo dos dois anos até fevereiro de 2026, passando a ter pouco menos de 22 mil empregados. O dado foi apresentado no contexto do esforço para enxugar custos e reorganizar a operação.

Com isso, a estratégia da Seven & i combina corte de despesas, fechamento de lojas de baixo desempenho, abertura seletiva de novas unidades e reforço de investimentos em modernização. A meta declarada no texto é recuperar a rentabilidade da operação norte-americana em meio a um ambiente de consumo mais fraco.

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