A Vivo anunciou que não pretende assumir participação minoritária na V.tal, conforme afirmou o CEO Christian Gebara durante coletiva de imprensa realizada em 23 de outubro de 2025. De acordo com informações do Telesíntese, a decisão está alinhada à estratégia da operadora, que recentemente adquiriu o controle total da Fibrasil.
Por que a Vivo não quer participar da V.tal?
Christian Gebara explicou que não faz sentido para a Vivo ser minoritária em outra empresa de infraestrutura, especialmente considerando as dificuldades enfrentadas pelo modelo de fibra neutra no Brasil. “Não vejo sentido algum a gente ser minoritário numa outra empresa de infraestrutura”, afirmou. A aquisição completa da Fibrasil visa aumentar a eficiência na penetração da rede e pode indicar uma necessidade de consolidação no mercado de fibra para garantir sustentabilidade econômica.
Qual é o plano de monetização da Vivo?
No campo regulatório, a Vivo mantém seu plano de monetização dos ativos associados à migração do regime de concessão para autorização, com expectativa de gerar R$ 4,5 bilhões até 2028. A venda de cobre, estimada em R$ 3 bilhões, e de imóveis, em R$ 1,5 bilhão, ocorrerá ao longo de 2026 a 2028. A Vivo possui 120 mil toneladas de cobre passíveis de extração, embora o volume efetivo possa variar devido à degradação e furtos. No quarto trimestre de 2025, a empresa já registrou R$ 95 milhões com a venda de cobre.
Como a reforma tributária afeta a Vivo?
Sobre a reforma tributária, Gebara afirmou que a Vivo já iniciou adaptações operacionais, mas ainda aguarda a definição da alíquota final. A empresa busca neutralidade tributária e destacou que o serviço de telecomunicações foi classificado como essencial, garantindo benefícios de cashback no CBS e no IBS para famílias enquadradas nos critérios da reforma. Apesar das incertezas, a mudança pode gerar sinergias operacionais a longo prazo.
Fonte original: Telesíntese