A VisioLab, startup alemã fundada em Osnabrück em 2019, anunciou uma rodada Series A de US$ 11 milhões para ampliar sua operação internacional com um sistema de autoatendimento baseado em inteligência artificial para alimentação. O aporte foi liderado por eCAPITAL e Simon Capital, com participação de investidores já existentes. Segundo a empresa, o dinheiro será usado para acelerar a expansão global, abrir um escritório em Boston, nos Estados Unidos, e ampliar a equipe de 25 para cerca de 40 pessoas. De acordo com informações da The Next Web, a tecnologia já opera em estádios, cantinas e campi universitários.
O sistema da empresa usa uma câmera acoplada a um iPad padrão da Apple para identificar alimentos e bebidas sem código de barras em poucos segundos. A proposta é reduzir filas em locais de grande fluxo, como arenas esportivas e refeitórios universitários, sem exigir hardware proprietário. O pagamento é realizado por meio de um terminal Bluetooth compacto, após a exibição do valor na tela.
Como funciona o sistema de autoatendimento da VisioLab?
De acordo com a empresa, o consumidor posiciona alimentos e bebidas sob um iPad, e a inteligência artificial identifica os itens em menos de dez segundos. O modelo roda como aplicativo no próprio dispositivo, sem necessidade de equipamento especializado de escaneamento nem substituição de hardware quando a Apple atualiza sua linha de produtos.
A VisioLab afirma ainda que toda a unidade pesa menos de 25 libras e pode ser instalada em 15 minutos. Segundo a companhia, o treinamento da IA para um novo cardápio com cerca de 150 itens leva aproximadamente quatro minutos.
Onde a tecnologia já está em operação?
O mercado dos Estados Unidos aparece como principal motor de crescimento da startup. A empresa informa que mantém 43 sistemas em funcionamento no Kia Center, arena do time de NBA Orlando Magic, cobrindo quase todo o local. Também diz que equipes da NFL, como Atlanta Falcons e Carolina Panthers, utilizam a solução em seus estádios, enquanto o Inter Miami escolheu a VisioLab como parceira de lançamento para seu novo estádio NU.
Segundo a empresa, os Estados Unidos já representam cerca de 50% de sua receita. A VisioLab afirma ainda registrar crescimento anual superior a 1.000% na região, observação que, segundo o texto original, parte de uma base absoluta pequena, mas indica rápida adoção no segmento de esportes e entretenimento. A companhia diz processar cerca de um milhão de transações por mês em todas as instalações.
Além dos estádios, em que outros locais a empresa atua?
Fora do ambiente esportivo, a startup também opera em cantinas corporativas, cafeterias universitárias e restaurantes para funcionários em grandes empregadores alemães. Segundo o texto, cerca de um terço dos campi universitários da Alemanha usa a tecnologia da empresa por meio de organizações de serviços estudantis.
A solução também está presente em refeitórios de companhias listadas no índice DAX e em empresas dos setores bancário, de seguros e automotivo. Entre os parceiros citados estão Compass Group e Aramark, que atuam com a VisioLab na Europa e nos Estados Unidos, facilitando a entrada da tecnologia em operações já administradas por esses grupos.
Para onde vai a expansão após a rodada?
Segundo a reportagem, os recursos também devem sustentar a entrada da empresa na Austrália, Nova Zelândia, Áustria, Países Baixos e Reino Unido. Iwo Gernemann, cofundador e presidente da VisioLab, ficará à frente da expansão nos Estados Unidos a partir de Boston.
A empresa também está recrutando executivos vindos de Klarna, SumUp e Google, além de manter cerca de 15 vagas abertas nas áreas comercial em Boston e de engenharia na Alemanha.
Quais desafios a tecnologia precisa enfrentar?
O texto destaca que o mercado de checkout em foodservice lida com alto volume, urgência e limitações de sistemas tradicionais baseados em código de barras, especialmente quando há centenas de itens de cardápio, substituições e combinações montadas sob demanda.
Nesse cenário, a abordagem por visão computacional elimina a dependência do código de barras, mas traz seus próprios obstáculos. Entre eles estão a necessidade de distinguir itens visualmente parecidos com rapidez, lidar com produtos parcialmente encobertos e manter precisão em diferentes condições de iluminação, de cafeterias corporativas bem iluminadas a áreas internas de arenas esportivas com luz reduzida.
- Rodada Series A de US$ 11 milhões
- Liderança de eCAPITAL e Simon Capital
- Expansão prevista para Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Áustria, Países Baixos e Reino Unido
- Abertura de escritório em Boston
- Crescimento da equipe de 25 para cerca de 40 pessoas