A Veste S.A., grupo varejista brasileiro dono de marcas como Dudalina, John John, BO.BÔ e Le Lis, anunciou nesta semana a adoção do Sales App, solução de prateleira infinita da VTEX implantada em terminais da Cielo. A iniciativa, divulgada em 23 de abril de 2026, integra o movimento de modernização da operação omnicanal da companhia ao conectar lojas físicas, centros de distribuição e e-commerce para ampliar a oferta de produtos e reduzir limitações de estoque nas unidades.
De acordo com informações do IT Forum, a novidade é apresentada pela empresa como uma forma de dar mais eficiência e escala à chamada prateleira infinita. Na prática, a solução amplia a visibilidade do portfólio em tempo real, incluindo grade, cor e disponibilidade entre lojas, além de permitir ofertas entre unidades quando o produto estiver em outro ponto da operação.
O que muda com a solução adotada pela Veste?
Segundo as informações divulgadas, a ferramenta passa a conectar estoques físicos e digitais para que vendedores consigam localizar itens fora da loja onde o cliente está sendo atendido. Com isso, a companhia afirma que consegue oferecer um sortimento maior sem depender apenas do estoque disponível em cada unidade física.
A Veste também informa que a adoção da solução reforça modalidades já usadas no varejo omnicanal, como retirada em loja, entrega pela unidade mais próxima e trocas entre canais. O objetivo é integrar etapas da jornada de compra e ampliar a disponibilidade de produtos ao consumidor.
“Integrar estoques físicos e digitais é essencial para garantir disponibilidade e ampliar a experiência do cliente. Com a prateleira infinita, conseguimos oferecer um sortimento muito maior, sem depender da limitação de cada loja”, explica em comunicado Pedro Correa, diretor de tecnologia da Veste.
Quais resultados a empresa disse já ter registrado?
Segundo a Veste, a solução já trouxe resultados no quarto trimestre de 2025. As vendas realizadas via prateleira infinita cresceram 35% na BO.BÔ e 32% na Le Lis, ambas marcas que fazem parte do grupo. A empresa estima ainda uma redução de 5% nas perdas por falta de produto em loja.
Esses números foram apresentados pela companhia no contexto de sua estratégia de integração entre canais. O texto original não detalha a metodologia usada para medir os resultados, mas informa que o desempenho foi registrado após a implementação da solução nas operações citadas.
Como ficaram os indicadores financeiros e operacionais da Veste?
No quarto trimestre de 2025, a Veste afirma ter registrado receita líquida ajustada de R$ 338,9 milhões, com crescimento de 8,4% na comparação anual. O Ebitda ajustado informado pela companhia foi de R$ 76,8 milhões, com margem de 22,7%.
A empresa também informou avanço do canal digital no período, com alta de 26,5% e maior participação dos aplicativos, que já representam 24,3% das vendas digitais. Atualmente, a Veste diz ter 191 lojas físicas em operação.
Qual é o contexto dessa adoção no varejo?
A implantação do Sales App em terminais da Cielo foi apresentada como parte de um esforço para ampliar a integração entre loja física e ambiente digital. Nesse modelo, a chamada prateleira infinita busca minimizar rupturas de estoque e dar ao vendedor acesso a itens disponíveis em outros pontos da rede.
- Conexão entre lojas físicas, centros de distribuição e e-commerce
- Consulta de grade, cor e disponibilidade em tempo real
- Possibilidade de ofertar produtos localizados em outras unidades
- Suporte a retirada em loja, entrega próxima e trocas entre canais
Com a adoção, a Veste se junta a um movimento do varejo de usar ferramentas de integração para reduzir perdas de venda por indisponibilidade local de produtos. No material divulgado, a companhia relaciona a mudança diretamente à expansão da operação omnicanal e ao ganho de escala na gestão de estoques.