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V8.Tech aposta em formação própria para enfrentar escassez de talentos em TI

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V8.Tech, empresa do Grupo TIM, apresentou na sexta-feira, 17 de abril de 2026, durante o IT Forum Trancoso 2026, um modelo de formação profissional criado com a SPTech e o Instituto Itaqui para enfrentar a escassez de talentos em tecnologia. A iniciativa foi detalhada por executivos e representantes das instituições parceiras como uma estratégia para reduzir a dependência da oferta de profissionais já prontos no mercado e conectar graduação, estágio, pós-graduação e projetos aplicados ao negócio.

De acordo com informações do IT Forum, a empresa afirmou que passou a tratar a formação de profissionais como uma frente estratégica após registrar crescimento de 40% ao ano na última década. O modelo foi apresentado em painel mediado por Gabriela Vicari, CEO do Instituto Itaqui, com participação de Rodrigo Xavier e Graci de Melo, coCEOs da V8.Tech, além de Vera Goulart, diretora acadêmica da SPTech, e Alessandro Goulart, CEO da instituição.

Como funciona a estratégia de formação apresentada pela V8.Tech?

Segundo os participantes do painel, a estrutura foi organizada em quatro etapas. A primeira é a graduação, com entrada de novos estagiários por meio da parceria com a SPTech. A segunda é a pós-graduação voltada à média e à alta liderança. A terceira é o curso Filosofia da Tecnologia, que a empresa começou a oferecer também a clientes. A quarta frente atravessa todas as anteriores: o aprendizado ocorre dentro do contexto real de negócio da companhia.

Rodrigo Xavier resumiu a posição da empresa ao tratar a escassez de profissionais como um problema que exigia resposta estruturada, e não apenas reclamação sobre o mercado.

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“Reclamar da escassez de talentos virou esporte nacional. A V8.Tech ou se acomodava ou se tornava protagonista na formação desses talentos”

Na apresentação, a SPTech explicou que sua proposta educacional parte da ligação direta entre formação e empregabilidade. No primeiro ano, os alunos são bolsistas e, a partir do segundo, passam a atuar como estagiários em empresas parceiras. Vera Goulart afirmou que a prática dentro das companhias acelera o aprendizado em comparação ao treinamento restrito à sala de aula.

“Por mais que a gente pratique dentro de sala de aula, é como praticar num simulador de voo. Quando o aluno vai para a empresa, coloca em prática o que está vivendo e isso acelera o aprendizado”

Qual é o papel da SPTech e do Instituto Itaqui nesse modelo?

A SPTech apresentou a base acadêmica da parceria, enquanto o Instituto Itaqui foi citado como articulador do ecossistema educacional usado pela V8.Tech. De acordo com o relato do painel, a proposta inclui formação técnica e desenvolvimento socioemocional. Alessandro Goulart disse que transformações trazidas por inteligência artificial e outras tecnologias exigem mudanças de comportamento e preparo emocional.

“A inteligência artificial e outras tecnologias exigem mudanças profundas. Se não encaramos a emoção, não encaramos o comportamento e não estaremos suficientemente preparados para entregar”

Na pós-graduação desenvolvida em conjunto, o ensino ocorre em módulos, com imersão presencial e desenvolvimento de projetos reais. Segundo Alessandro Goulart, os professores atuam como líderes de time, e não apenas como palestrantes, com foco em construção prática e entrega de resultados concretos para a empresa ao fim de cada etapa.

“O aluno não recebe teoria: faz um projeto real e aprende ao longo da construção”

Quais resultados a empresa disse já ter observado?

Durante o painel, a V8.Tech afirmou que os efeitos da iniciativa já podem ser medidos nos projetos desenvolvidos na pós-graduação, especialmente no módulo de inteligência artificial. De acordo com Graci de Melo, os trabalhos avaliados por uma banca incluíram participação de vice-presidentes da companhia e foram apresentados como projetos com potencial de retorno e impacto empresarial.

“São projetos de negócio com ROI, com business case, com impacto no balanço. Se a ideia for boa, não só a tornaremos viável como investiremos e faremos desses profissionais nossos sócios”

Graci de Melo também relacionou a proposta à própria trajetória profissional, citando que construiu a carreira na prática antes de buscar formação executiva. No painel, ela afirmou que o objetivo é estruturar esse percurso para outros profissionais dentro da organização.

“O Brasil tem talento de sobra. O que falta é mostrar que é possível construir. Traz para dentro, escuta, executa”

Ao encerrar a discussão, Gabriela Vicari destacou a dimensão financeira do programa, dizendo que cada ciclo envolve 400 horas de executivos sênior em sala. Segundo ela, o investimento só faz sentido quando se traduz em projetos reais para a companhia.

“Isso não é custo, é investimento. É essencial que se traduza em projeto real”

Conforme o relato apresentado no evento, a V8.Tech foi apontada como a primeira empresa a usar o ecossistema completo de soluções educacionais do Instituto Itaqui, do estágio ao desenvolvimento de altas lideranças. A proposta, segundo os participantes, busca responder à falta de profissionais qualificados com formação integrada ao ambiente de negócios.

  • Graduação com entrada de estagiários
  • Pós-graduação para média e alta liderança
  • Curso Filosofia da Tecnologia
  • Projetos conectados ao contexto real da empresa

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