O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 17 de abril de 2026, que manterá o bloqueio naval no estreito de Ormuz mesmo após o Irã anunciar a reabertura da rota. Segundo o republicano, a presença da Marinha norte-americana será mantida na região até a conclusão das negociações pelo fim da guerra. A declaração foi publicada na Truth Social, em meio a um impasse diplomático e a críticas internacionais sobre a atuação dos EUA.
De acordo com informações do Poder360, Trump disse que o estreito está “completamente aberto e pronto para negócios e livre tráfego”. Ao comentar uma eventual retirada dos navios norte-americanos, afirmou que as conversas com o governo iraniano estão avançadas e que a “maioria dos pontos já foi negociada”.
“completamente aberto e pronto para negócios e livre tráfego”
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Quando o bloqueio naval dos EUA começou?
O bloqueio dos Estados Unidos começou na segunda-feira, 13 de abril, após uma tentativa frustrada de negociação entre delegações norte-americana e iraniana no Paquistão. Sem acordo, o Comando Central dos EUA, o Centcom, implementou o que foi descrito como bloqueio de todo o tráfego marítimo que entra e sai dos portos iranianos.
A medida foi mantida mesmo depois de Teerã anunciar a reabertura de Ormuz, uma das rotas marítimas mais sensíveis para o transporte internacional de petróleo. O texto original informa que a decisão ocorre enquanto as negociações seguem em andamento, sem definição sobre o encerramento da presença naval norte-americana na área.
O que ocorreu com navios e petroleiros nos últimos dias?
Na terça-feira, 14 de abril, três navios-tanque com conexões iranianas passaram pelo estreito de Ormuz. Segundo a reportagem, a autorização foi concedida porque os destinos das embarcações não eram portos iranianos.
Já na quarta-feira, 15 de abril, os Estados Unidos declararam que não renovariam a flexibilização temporária das sanções ao petróleo iraniano e interceptaram dois petroleiros que tentavam deixar o país. O Departamento do Tesouro norte-americano já havia informado que a autorização emergencial para a venda de petróleo, criada para mitigar os efeitos da guerra, expiraria nos dias seguintes e não seria prorrogada.
- 13 de abril: início do bloqueio naval dos EUA após tentativa frustrada de negociação
- 14 de abril: três navios-tanque com conexões iranianas passaram por Ormuz
- 15 de abril: EUA anunciaram o fim da flexibilização temporária e interceptaram dois petroleiros
- 17 de abril: Trump afirmou que manterá o bloqueio até o fim das negociações
Como a China reagiu à decisão dos Estados Unidos?
A China criticou a ação norte-americana. De acordo com a reportagem, o porta-voz Guo Jiakun classificou a medida como “perigosa e irresponsável”. Na avaliação do governo chinês, o bloqueio poderia enfraquecer o cessar-fogo, já considerado frágil, e colocar em risco a passagem segura pelo estreito.
A manifestação de Pequim amplia a dimensão diplomática do episódio, que já envolve disputas sobre circulação marítima, sanções ao petróleo iraniano e negociações relacionadas ao fim da guerra. O texto, porém, não detalha novos desdobramentos além das declarações públicas e das medidas já anunciadas por Washington.
Qual é o impacto político da manutenção do bloqueio?
A decisão de Trump indica que os Estados Unidos pretendem usar a presença naval como instrumento de pressão durante as negociações com o Irã. Ao mesmo tempo, a reabertura anunciada por Teerã não foi suficiente, até agora, para levar Washington a encerrar a operação.
Com isso, o estreito de Ormuz permanece no centro da tensão internacional. O cenário descrito na reportagem reúne bloqueio naval, sanções ao petróleo, movimentação de petroleiros e críticas de outros países, enquanto as tratativas diplomáticas seguem sem conclusão anunciada.