O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e o Irã completou um mês no sábado (28), sem perspectiva de cessar-fogo, apesar das repetidas declarações do presidente americano Donald Trump afirmando ter vencido a guerra. Desde os primeiros bombardeios a Teerã em 3 de março — que, segundo o texto original, mataram o líder supremo iraniano e outras figuras-chave do regime —, Trump vem proclamando publicamente a derrota total do Irã, mesmo com ataques contínuos, o bloqueio persistente do Estreito de Ormuz e a ausência de avanços diplomáticos concretos. De acordo com informações do G1 Mundo.
Para o Brasil, a crise tem relevância econômica e diplomática: o Estreito de Ormuz é uma das principais rotas do petróleo no mundo, e oscilações nesse corredor tendem a afetar os preços internacionais de energia, com reflexos potenciais sobre combustíveis e inflação. Além disso, o conflito envolve um dos principais focos de tensão do Oriente Médio, tema acompanhado pela diplomacia brasileira em fóruns multilaterais.
Quais foram as principais declarações de Trump sobre a suposta vitória?
Nas últimas quatro semanas, Trump fez uma série de pronunciamentos — principalmente em redes sociais e entrevistas — nos quais insistiu que o Irã foi militar e economicamente dizimado. Entre 3 e 26 de março, ele afirmou que o país não tinha mais liderança, Marinha ou Força Aérea, e chegou a dizer que “o Irã está morto”. Também ameaçou obliterar usinas de energia caso o Estreito de Ormuz não fosse reaberto e rejeitou propostas de cessar-fogo, alegando que os EUA estavam “literalmente aniquilando o outro lado”.
- 3 de março: “Praticamente tudo no Irã já foi destruído”
- 6 de março: Exigiu “rendição incondicional”
- 9 de março: Disse que a guerra estava “praticamente concluída”
- 14 de março: Afirmou que os EUA “derrotaram e dizimaram completamente o Irã”
- 26 de março: Alegou que o Irã “está implorando por um acordo”
Como está a situação real no terreno?
Apesar das declarações triunfalistas de Trump, o cenário no Oriente Médio permanece tenso. O Irã continua realizando bombardeios contra Israel e aliados regionais dos EUA. O Estreito de Ormuz, crucial para o transporte global de petróleo, segue fechado, impactando preços internacionais. Não há indícios de negociações formais avançadas para encerrar o conflito, e especialistas questionam a veracidade das alegações de que a infraestrutura militar iraniana foi neutralizada.
As falas de Trump contrastam fortemente com a dinâmica observada por analistas internacionais, que apontam para uma escalada prolongada sem clareza sobre objetivos estratégicos alcançados. Enquanto o presidente americano celebra uma vitória unilateral, o Irã mantém retórica de resistência e represália.


