As Federações representativas dos trabalhadores em telecomunicações – FENATTEL, FITRATELP e LIVRE – divulgaram uma carta aberta à sociedade alertando para os riscos iminentes da decretação da falência da Oi, similar ao que ocorreu com a Serede, sua subsidiária de manutenção de rede. De acordo com informações do Convergência Digital, os trabalhadores denunciam a falta de pagamento dos funcionários da Serede nos últimos dois meses e temem que o mesmo cenário se repita com os empregados da Oi.
Quais são as críticas dos trabalhadores?
Os trabalhadores criticam a falta de controle das gestões judiciais da Oi e da Serede, além de alertarem para a dilapidação de ativos significativos da Oi, como a venda de sucata de cobre e bens imóveis. Eles destacam que, ao contrário do cenário de escassez absoluta propagado, a Oi possui uma infraestrutura significativa que poderia ser convertida em liquidez para honrar compromissos trabalhistas e operacionais. A carta menciona a existência de 11.573 km de dutos remanescentes, 105 mil km de infraestrutura aérea, 22.526 postes próprios e uma participação de 27,26% na V.tal.
Qual é a situação da Oi Soluções?
A carta aberta também critica a falta de cuidado com a unidade Oi Soluções, o que tem levado à perda de profissionais qualificados e clientes. Os trabalhadores exigem uma transição coerente para a sobrevivência da Oi Soluções, destacando a necessidade de uma gestão que priorize soluções práticas. Eles pedem que se proceda com demissões de forma ordenada e coerente, priorizando o pagamento integral das verbas trabalhistas.
O que os trabalhadores esperam dos gestores judiciais?
Os trabalhadores não poupam críticas aos gestores judiciais da Oi e da Serede, Bruno Rezende e Tatiana Binato, acusando-os de falta de controle e criatividade na gestão.
“É inaceitável que a administração declare desconhecer informações sobre redes em condomínios, hotéis ou o potencial de repetidoras. Essa negligência patrimonial é acompanhada de uma gestão de pessoal temerária”, diz o documento.
Eles exigem que os administradores apresentem um plano estruturado para as empresas Oi S/A, SEREDE e THATO, afirmando que o silêncio até o momento não contribui para os interesses da sociedade, credores e empregados.
Fonte original: Convergência Digital