A Tone Music anunciou o lançamento de uma plataforma que permite a artistas emitirem ações lastreadas em valor, possibilitando que fãs participem diretamente dos royalties e do sucesso de longo prazo dos músicos. A novidade foi revelada em 29 de março de 2026, em anúncio global, com o objetivo de criar um novo modelo de monetização no setor musical.
De acordo com informações do AI Journal, a Tone Music, fundada por Alon Haramati, busca transformar a forma como músicos geram renda e como o público se relaciona com o trabalho deles ao unir distribuição musical e infraestrutura financeira em uma única solução. Como o anúncio foi apresentado de forma global, a proposta pode chamar a atenção de artistas independentes em diferentes mercados, incluindo o brasileiro, onde a discussão sobre remuneração no streaming e gestão de direitos autorais também é recorrente.
O que é o modelo de ações de artistas da Tone Music?
A plataforma permite que artistas emitam ações lastreadas em seu desempenho e crescimento. Os apoiadores podem comprar e vender essas participações, que estão diretamente vinculadas à distribuição de royalties gerados pela música. Dessa forma, o sucesso comercial do artista pode se converter em retorno financeiro para ambos os lados.
Essa abordagem representa uma mudança em relação aos modelos tradicionais de remuneração no setor, como pagamentos de streaming e turnês, que muitas vezes se mostram insuficientes para carreiras sustentáveis.
Como a plataforma difere de tokens e criptomoedas de artistas?
Diferentemente de iniciativas recentes de artistas que lançaram tokens digitais especulativos, a Tone Music foca em ações com lastro em valor real. A empresa utiliza tecnologia de smart contracts em blockchain para garantir que a distribuição de royalties seja transparente, automática e verificável, sem necessidade de intermediários.
Alon Haramati, fundador da Tone Music, afirmou que o objetivo é construir um sistema no qual o sucesso do artista se traduza em valor para ele e para seus apoiadores, de maneira transparente e sustentável.
Qual é o histórico do fundador Alon Haramati?
Antes de criar a Tone Music, Alon Haramati atuava como engenheiro de software em uma grande empresa de tecnologia. Sua transição para o setor musical reflete uma tendência de profissionais de tecnologia aplicando conhecimentos de engenharia para resolver problemas estruturais da indústria criativa.
A plataforma também oferece liquidez aos investimentos musicais. Diferentemente de modelos tradicionais de financiamento, as ações podem ser negociadas, permitindo que participantes entrem e saiam dos investimentos com maior flexibilidade.
O setor musical enfrenta desafios históricos de distribuição de receita. Artistas costumam receber uma fração pequena dos valores gerados por streaming, o que dificulta a manutenção de carreiras de longo prazo. A Tone Music busca aumentar a parcela que chega diretamente aos criadores e oferecer maior clareza na divisão de ganhos.
Ao permitir a participação financeira dos fãs, a plataforma transforma o público de ouvintes passivos em contribuintes ativos, incentivando promoção e engajamento contínuo com o trabalho dos artistas. Essa dinâmica pode fortalecer a relação entre músicos e suas comunidades.
O acesso à plataforma é possível tanto por navegador quanto por aplicativo móvel, disponível para download no endereço https://www.tonemusic.co/download. A empresa mantém canal oficial no X (antigo Twitter) para compartilhar atualizações.
A iniciativa se insere em um contexto de crescente interseção entre tecnologia e indústria cultural, em que soluções digitais buscam corrigir ineficiências antigas relacionadas a pagamentos atrasados, falta de transparência e gestão complexa de direitos autorais. No Brasil, esse debate envolve artistas, gravadoras, editoras e entidades ligadas à arrecadação e à distribuição de direitos, o que ajuda a explicar a relevância do tema também para o mercado nacional.