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Therezinha Villar: microscopista do CBPF por mais de 60 anos falece aos 95

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Therezinha Torres Villar, microscopista do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) por mais de 60 anos, morreu em 18 de fevereiro de 2026, aos 95 anos, em Taperoá, no Cariri da Paraíba, após complicações decorrentes de metástase de um câncer na boca. Nascida em 11 de abril de 1930 em Livramento (PB), ela dedicou a vida à ciência e à família, tornando-se referência de serenidade e sabedoria para parentes e colegas.

De acordo com informações do UOL Notícias, Therezinha integrou a Divisão de Emulsões Nucleares do CBPF, instituição federal de pesquisa sediada no Rio de Janeiro e vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. No centro, analisava interações de partículas registradas em emulsões nucleares, trabalho fundamental para pesquisas em física de partículas. Ela também participou da Colaboração Brasil-Japão, iniciada em 1962, uma das parcerias científicas mais longevas da física brasileira.

Quem foi Therezinha Villar além da ciência?

Filha de uma família humilde do sertão paraibano, foi alfabetizada pela mãe e começou a frequentar a escola aos cinco anos. Aos 21, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde morou em um pensionato de freiras na Tijuca e ajudava nas costuras. Apesar da distância, manteve laços estreitos com os familiares, sendo conhecida carinhosamente como “Tia Dedé”.

“Era respeitada por todos. Em qualquer situação procurávamos ‘Tia Dedé’. Era o apoio emocional de toda família”, afirmou a sobrinha Anne Vilar, de 40 anos, em depoimento reproduzido pela reportagem.

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Como era seu cotidiano e crenças?

Católica praticante, Therezinha retornou à Paraíba em 2024 e estabeleceu uma rotina marcada pela espiritualidade e sociabilidade: acordava cedo, caminhava diariamente, passava pela igreja para rezar, lia na biblioteca local e conversava com amigos pelo caminho. Apaixonada por cultura, admirava as composições de Tom Jobim, era fã de Charlie Chaplin e apreciava teatro e samba.

Após uma cirurgia para tratar um câncer na boca em 2025, desenvolveu metástase na coluna em dezembro do mesmo ano, o que levou à sua morte dois meses depois. Deixa cerca de 30 sobrinhos, entre sobrinhos-netos e sobrinhos-bisnetos, aos quais considerava filhos de coração.

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