O torneio de golfe The Masters, realizado neste fim de semana em Augusta, nos Estados Unidos, voltou a chamar atenção por sua política de proibição de celulares e outros dispositivos de gravação e comunicação. Segundo o relato publicado pela Mashable em 11 de abril de 2026, alguns espectadores estariam contornando a restrição com o uso de tecnologias vestíveis, como relógios inteligentes e óculos com recursos de gravação e conexão.
De acordo com informações da Mashable, o regulamento do evento veta aparelhos como telefones, tablets e câmeras digitais. Ainda assim, a brecha estaria sendo explorada por frequentadores que recorrem a dispositivos menos visíveis para enviar mensagens, fazer chamadas e, em alguns casos, registrar imagens durante a competição.
Como espectadores estariam driblando a proibição no The Masters?
O texto informa, com base em referência à Golf Monthly, que modelos recentes de smartwatches da Apple e do Google conseguem enviar e receber mensagens de texto, além de realizar chamadas telefônicas. Já os óculos Ray-Ban Meta são descritos como discretos o suficiente para se passarem por óculos comuns, especialmente quando usados sob um boné, o que dificultaria a identificação imediata por parte da organização.
A discussão ganhou força após a circulação, nas redes sociais, de vídeos que mostrariam pessoas entrando no evento com óculos capazes de gravar. O caso levantou dúvidas sobre a eficácia prática das regras atuais diante da popularização de acessórios conectados, que combinam funções de comunicação e captura de conteúdo em formatos menos chamativos do que um smartphone convencional.
O que diz a regra atual do torneio?
Segundo a reportagem, a lista de itens proibidos do The Masters inclui dispositivos de gravação e comunicação e deixa claro que celulares, tablets e câmeras digitais não são permitidos. A menção no texto original destaca que a vedação aparece expressamente no regulamento do evento, indicando que a organização trata o tema com rigor.
Na prática, porém, o avanço da eletrônica de consumo impõe um novo desafio: distinguir acessórios pessoais comuns de equipamentos com funções equivalentes às de um telefone ou câmera. Esse cenário amplia o debate sobre até que ponto regulamentos formulados para aparelhos tradicionais conseguem responder ao uso crescente de tecnologia vestível em grandes eventos esportivos.
Houve reação pública ao uso de dispositivos vestíveis?
Sim. O repórter de golfe Daniel Rapaport criticou a situação de forma direta ao comentar os vídeos que circularam online. Ele defendeu uma atualização formal da política adotada em Augusta.
“Augusta’s no-phones rule needs to be updated to no phones or wearable technology. No Meta glasses, no Apple watches. The mystique of the Masters must be protected and it’s slipping.”
A declaração sustenta que a regra deveria passar a incluir não apenas telefones, mas também tecnologia vestível, citando especificamente os óculos da Meta e os relógios da Apple. A avaliação apresentada é a de que a identidade do torneio, frequentemente associada a uma experiência mais isolada do fluxo constante das redes sociais, estaria sob pressão.
- Celulares, tablets e câmeras digitais são proibidos pelo regulamento citado.
- Relógios inteligentes podem permitir mensagens e chamadas.
- Óculos conectados podem dificultar a fiscalização por parecerem acessórios comuns.
- Há pressão para que a regra seja ampliada e mencione tecnologia vestível de forma explícita.
O torneio pode endurecer a política contra tecnologia?
A reportagem sugere que, entre os grandes eventos esportivos, o The Masters é um dos mais propensos a reforçar sua política para manter dispositivos fora do local. O texto não informa qualquer mudança oficial imediata nas regras, mas aponta que o tema ganhou relevância à medida que surgem novos aparelhos capazes de escapar do modelo tradicional de fiscalização.
Ao mesmo tempo, a matéria observa que muitos torcedores presentes no campo parecem permanecer alheios ao fluxo de plataformas como X, Facebook e outras redes durante o torneio. Nesse contexto, a restrição tecnológica é apresentada como parte da experiência particular do Masters, agora desafiada por uma geração de dispositivos mais discretos e multifuncionais.