
Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, começou a cobrar em 31 de março de 2026 a taxa de preservação ambiental (TPA) de turistas que entrarem na ilha com veículos. A medida foi anunciada pela prefeitura em 30 de março de 2026, antes do feriado de Páscoa, e será aplicada por sistema eletrônico de leitura de placas, sem cabines físicas. Segundo a administração municipal, a cobrança foi retomada após a conclusão de testes técnicos e tem como justificativa a preservação ambiental, a infraestrutura urbana e a manutenção de serviços públicos.
De acordo com informações da Folha de S.Paulo, os valores variam conforme o tipo de veículo. Motocicletas pagarão R$ 10; veículos de passeio, utilitários e kombis, R$ 48; vans e caminhões, R$ 70; micro-ônibus, R$ 100; e ônibus, R$ 140.
Como será feita a cobrança da taxa em Ilhabela?
A cobrança da TPA será feita em sistema de fluxo livre, o chamado free flow. Nesse modelo, não haverá parada em cabines para pagamento. O controle ocorrerá por leitura eletrônica das placas dos veículos. A prefeitura também menciona o uso de tags automáticas, mas informa que essa modalidade ainda não será implantada neste primeiro momento.
Além da nova taxa, motoristas já pagam pela travessia de balsa entre São Sebastião e Ilhabela. O valor atual é de R$ 19 em dias úteis e de R$ 28,50 nos fins de semana, com cobrança apenas no sentido de ida para a ilha. Como Ilhabela é um município insular, a balsa é o principal acesso de veículos ao destino turístico.
Quais veículos terão isenção automática?
Segundo a prefeitura, veículos registrados em Ilhabela e em São Sebastião terão isenção automática da TPA, sem necessidade de cadastro prévio. A medida vale para automóveis vinculados a esses dois municípios.
Em caso de dúvidas, turistas podem procurar a Central de Operações e Atendimento da TPA, na rua Paraíba, 227, na Barra Velha, na entrada da cidade. O site oficial informado pela administração municipal é ecoilhabela.com.br.
- Motocicletas: R$ 10
- Veículos de passeio, utilitários e kombis: R$ 48
- Vans: R$ 70
- Caminhões: R$ 70
- Micro-ônibus: R$ 100
- Ônibus: R$ 140
Por que a taxa não começou a ser cobrada antes?
A implantação da cobrança havia sido adiada. Inicialmente, a taxa estava prevista para entrar em vigor em 22 de janeiro de 2026. Antes disso, também havia a previsão de início em 18 de dezembro de 2025, no período das festas de fim de ano, depois de cinco anos de suspensão.
Segundo a reportagem, a cobrança foi suspensa por determinação do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo após duas representações apontarem supostas irregularidades. Com isso, a prefeitura abriu uma nova licitação para viabilizar a operação do sistema.
Quem vai administrar o sistema e para onde irão os recursos?
A empresa vencedora da nova licitação foi a Telmesh Tecnologia e Sistemas Ltda., de Blumenau, em Santa Catarina. Ela ficará responsável pela gestão da TPA, com remuneração correspondente a 9% do valor arrecadado, segundo a reportagem.
Em comunicado citado no texto original, a prefeitura afirmou que os recursos arrecadados serão destinados a ações de preservação ambiental, infraestrutura urbana e manutenção dos serviços públicos. A administração também informou que a prestação de contas será feita trimestralmente, com envio de relatórios detalhados à Câmara Municipal.
“A prefeitura reforça ainda seu compromisso com a transparência na gestão dos recursos arrecadados. A prestação de contas será realizada trimestralmente, com o envio de relatórios detalhados à Câmara Municipal, assegurando o acompanhamento da aplicação dos investimentos, que serão destinados a ações de preservação ambiental, infraestrutura urbana e manutenção dos serviços públicos”, diz o comunicado oficial.
Como a cobrança em Ilhabela se relaciona com outras cidades?
A taxa já existia em Ilhabela desde 2007, mas foi suspensa em 2020 por causa da pandemia de Covid-19. Desde então, as cabines de cobrança permaneceram sem operação na área de embarque das balsas.
O texto também informa que outras cidades da região adotaram ou discutem medidas semelhantes. Ubatuba realiza cobrança desde 2023. Em São Sebastião, o tributo foi sancionado em outubro e deve começar em breve, ainda sem prazo definido. Entre as quatro cidades do litoral norte paulista, apenas Caraguatatuba não tem projeto de implantação de taxa de preservação ambiental, segundo a reportagem. As quatro cidades integram uma das principais regiões turísticas do litoral paulista.