A Prefeitura de Divinópolis oficializou o reajuste da tarifa do transporte coletivo urbano da cidade, em Minas Gerais, com valores de R$ 5,50 para pagamento com cartão Divpass e R$ 6,00 para pagamento em dinheiro. A mudança foi formalizada pelo Decreto nº 17.325/2026, publicado em 17 de abril de 2026, e passa a valer em 1º de maio, em um contexto de greve no sistema e de impasse entre prefeitura, empresas e trabalhadores. De acordo com informações do Diário Transporte, a decisão ocorre após o anúncio do fim do subsídio municipal ao sistema a partir de maio.
Segundo o texto original, o reajuste foi adotado em meio à paralisação de motoristas e outros profissionais do transporte coletivo, após impasses ligados ao pagamento de benefícios e às condições de trabalho. Ao mesmo tempo, houve ruptura nas negociações entre o poder público, o Consórcio Transoeste e os trabalhadores, o que amplia a incerteza sobre a operação nas próximas semanas.
Como ficam os novos valores da passagem em Divinópolis?
Pelo decreto municipal, a tarifa será diferenciada conforme a forma de pagamento. Quem utilizar o cartão Divpass pagará R$ 5,50, enquanto a tarifa em dinheiro será de R$ 6,00. De acordo com a administração municipal, a diferenciação busca estimular o uso do meio eletrônico, que já é adotado pela maior parte dos passageiros do sistema.
O impacto do reajuste é considerado expressivo. Conforme a reportagem de origem, ao comparar com o valor anterior, a passagem paga em dinheiro teve aumento próximo de 44%. O movimento ocorre em um momento de pressão sobre os custos operacionais e de discussão sobre a sustentabilidade econômica do transporte coletivo sem aporte público direto.
Por que a tarifa subiu neste momento?
A elevação da tarifa acontece após a prefeitura anunciar o fim do subsídio ao sistema a partir de maio de 2026. Segundo a administração municipal, a medida foi apresentada como necessária para garantir a continuidade do serviço diante de limitações orçamentárias.
Como alternativa ao subsídio direto, a prefeitura sinalizou a criação de um auxílio mensal de R$ 500 mil para custear parte do combustível das operações. Ainda de acordo com o conteúdo publicado pelo Diário Transporte, essa proposta não foi aceita pelo consórcio operador, o que contribuiu para o agravamento do impasse.
- Tarifa com cartão Divpass: R$ 5,50
- Tarifa em dinheiro: R$ 6,00
- Início da vigência: 1º de maio de 2026
- Base legal: Decreto nº 17.325/2026
- Auxílio proposto pela prefeitura: R$ 500 mil por mês para combustível
Qual é o cenário do transporte coletivo na cidade?
Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, enfrenta um cenário de tensão no transporte urbano. A greve dos trabalhadores e o desacordo entre os envolvidos ocorrem em uma cidade com mais de 240 mil habitantes e papel regional relevante nos setores de comércio, serviços e indústria, conforme descrito no texto original.
Nesse contexto, o transporte coletivo tem função central para os deslocamentos diários, especialmente de trabalhadores e estudantes. A crise atual, segundo a publicação, também evidencia um desafio recorrente em cidades médias brasileiras: equilibrar tarifa, qualidade do serviço e financiamento público em sistemas pressionados por custos crescentes e demanda sensível ao preço.
O que pode acontecer nas próximas semanas?
O desfecho das negociações entre prefeitura, empresas e trabalhadores será decisivo para a estabilidade do sistema de transporte coletivo em Divinópolis. Com o fim do subsídio e a pressão por recomposição de custos, o cenário descrito pela reportagem aponta para dificuldades de sustentação da operação e para a continuidade do impasse.
Segundo o texto de origem, esse quadro pode ampliar os desafios da mobilidade urbana local, em um momento em que a cidade lida simultaneamente com paralisação no sistema, revisão tarifária e discussão sobre o modelo de financiamento do serviço.