Tarifa de energia deve subir 8,4% em 2032, indica consultoria - Brasileira.News
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Tarifa de energia deve subir 8,4% em 2032, indica consultoria

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O recente leilão para contratação de usinas de energia elétrica, realizado em março deste ano, pode levar a um aumento médio de 8,4% nas tarifas para os consumidores em 2032. Esse é o ano em que toda a capacidade contratada estará disponível, conforme projeções da TR Soluções. Até lá, os valores devem crescer gradualmente. De acordo com Valor Empresas, a consultoria destaca que o impacto não será uniforme entre todos os consumidores.

Para o consumidor residencial, a expectativa é de um aumento médio de 7,5%. Para estabelecimentos comerciais que consomem energia elétrica em média tensão, como médios negócios, a alta deve ser de 10,3%. Já as indústrias, grandes consumidores em alta tensão, podem enfrentar um aumento de até 13,5%, conforme predições para 2032.

Quais as diferenças nas previsões de aumento das tarifas?

A TR Soluções revisou suas projeções iniciais após maior detalhamento dos resultados do leilão recente. Anteriormente, estimava-se que a tarifa de energia poderia subir apenas 0,6% em 2023, escalando para até 15,9% em 2032. O novo estudo, focado na receita fixa da licitação, ajustou esses números e indica que as tarifas dos consumidores no mercado regulado aumentarão cerca de 0,4% apenas neste ano.

O leilão de reserva de capacidade (LRCap) contratou quase 20 gigawatts em usinas de energia, como termelétricas e hidrelétricas, com um investimento total de R$ 64,5 bilhões. Esse investimento visa garantir um robusto suprimento de energia por meio de contratos que incorporam um prêmio de risco dado a proximidade dos limites críticos do sistema.

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Quais são os desafios futuros no setor elétrico?

Helder Sousa, diretor de regulação da TR Soluções, acredita que é necessário modernizar os sinais de preço e criar mecanismos mais eficientes de resposta à demanda. A dependência atual das usinas térmicas não é sustentável a longo prazo. Ele sugere que o sistema precisa de incentivos econômicos adequados para que consumidores gerenciem melhor seu consumo energético.

Conforme Sousa, o atraso na realização do leilão foi um fator significativo para o aumento do custo. Embora os alertas para tal planejamento fossem antigos, datando de 2012, o primeiro leilão aconteceu apenas em 2021. Esse atraso fez com que os contratos adquirissem um prêmio de risco alto devido às urgências detectadas.

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