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Suspeito de atropelar ex-companheira no Rio de Janeiro é preso pela Polícia Civil

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Um homem foi preso no domingo, 29 de março de 2026, sob suspeita de tentar assassinar a ex-companheira por meio de um atropelamento intencional. O episódio de violência ocorreu no bairro de Campo Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro. A vítima, identificada como Thayssa Fernanda, estava na garupa de uma motocicleta quando foi atingida por um automóvel. O suspeito do ataque é João Carlos da Silva Neto, que teria avançado com o carro de forma proposital contra o veículo onde a mulher se encontrava, fugindo sem prestar socorro.

De acordo com informações do UOL Notícias, a operação que resultou na captura do suspeito foi realizada em conjunto por agentes da 35ª Delegacia de Polícia de Campo Grande e da Delegacia de Atendimento à Mulher da região. Até o fechamento da reportagem original, a defesa do acusado não havia sido localizada e ele não possuía advogado cadastrado no sistema do Poder Judiciário, com previsão de passar por audiência de custódia na segunda-feira, 30 de março de 2026.

Como o crime ocorreu e qual é o estado de saúde da vítima?

As investigações apontam que o crime aconteceu no dia 23 de março de 2026. Testemunhas relataram que Thayssa estava como passageira em uma moto conduzida por um primo. Durante o trajeto, João Carlos, que manteve um relacionamento anterior com a vítima, teria utilizado um carro para colidir deliberadamente contra a motocicleta. Após a batida, o motorista ainda observou a ex-companheira caída no asfalto antes de fugir do local.

Desde o dia do ataque, a vítima permanece internada no Hospital Municipal Pedro II, situado no bairro de Santa Cruz, também na zona oeste carioca. O estado de saúde da mulher é considerado extremamente grave pelas equipes médicas, com traumatismo craniano e outros ferimentos severos decorrentes do impacto.

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Quais crimes o suspeito deve responder perante a Justiça?

O automóvel empregado no atropelamento foi posteriormente encontrado pelas autoridades policiais abandonado em uma região de mata de difícil acesso. Durante as averiguações, os agentes descobriram que o veículo era produto de um roubo ocorrido no mês de janeiro, no bairro de Madureira, e circulava pela cidade com placa clonada para despistar a fiscalização.

Diante dos fatos apurados até o momento da prisão, as autoridades policiais informaram que o indivíduo deverá responder por diversas infrações. Os principais delitos atribuídos ao suspeito no inquérito em andamento são:

  • Tentativa de feminicídio contra a ex-companheira;
  • Perseguição;
  • Adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

O que os dados revelam sobre a violência contra a mulher no Brasil?

O caso ocorrido na capital fluminense se insere em um problema de alcance nacional, já que o feminicídio é tipificado no Código Penal brasileiro e monitorado por órgãos de segurança pública em todo o país. Informações compiladas e divulgadas pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelam que, durante o ano de 2025, o Brasil registrou um total de 1.568 vítimas de feminicídio. Esse número representa um aumento de 4,7% em comparação com os dados aferidos no ano anterior.

A análise histórica de ocorrências investigadas entre 2021 e 2024 detalha o perfil dos agressores. Na imensa maioria das situações, o autor do crime possuía uma relação direta e íntima com a vítima. Os levantamentos apontam que 59,4% das mulheres foram assassinadas por parceiros íntimos atuais, enquanto 21,3% sofreram violência fatal nas mãos de ex-parceiros. Além disso, entre os episódios em que a autoria foi devidamente identificada, 97,3% dos atos de violência foram perpetrados por homens. Em contrapartida, apenas 4,9% dos casos resultaram de ações cometidas por pessoas desconhecidas.

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