Um surto de sarampo está ocorrendo em Enfield, um distrito ao norte de Londres, com 34 casos confirmados desde o início do ano. A maioria dos afetados são crianças com menos de 11 anos, e uma em cada cinco precisou de tratamento hospitalar. De acordo com informações do MIT Tech Review, a situação é preocupante para uma doença altamente contagiosa e potencialmente fatal.
Por que os casos de sarampo estão aumentando?
Desde outubro do ano passado, 962 casos de sarampo foram confirmados na Carolina do Sul, com grandes surtos em quatro estados dos EUA. A hesitação em vacinar é apontada como uma razão significativa para a falta de imunização em crianças, sendo considerada uma das dez maiores ameaças à saúde global pela Organização Mundial da Saúde em 2019. Antes da introdução da vacina contra o sarampo em 1963, epidemias ocorriam a cada dois ou três anos, resultando em cerca de 2,6 milhões de mortes anuais.
Quais são as consequências da baixa vacinação?
Anne Zink, médica de emergência e pesquisadora da Yale School of Public Health, destaca que as taxas de vacinação precisam estar em 95% para prevenir surtos de sarampo. No entanto, em algumas regiões, essas taxas estão bem abaixo. Na Carolina do Sul, a proporção de crianças que receberam ambas as doses da vacina MMR caiu de 94% em 2020-2021 para 91% em 2024-2025. Em Londres, menos de 70% das crianças receberam ambas as doses até os cinco anos, segundo a Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido.
Quais outras doenças podem ressurgir?
O sarampo pode ser um indicador de outras doenças preveníveis por vacinação. Zink menciona um caso de poliomielite que paralisou um homem em Nova York em 2022, quando as taxas de vacinação estavam baixas. Além disso, a hepatite B, que pode viver em superfícies por longos períodos, representa um risco significativo se não for controlada. “Se você não está vacinado contra ela e é exposto quando criança, há um risco muito alto de desenvolver câncer de fígado e morte”, afirma Zink.
Fonte original: MIT Tech Review.