Stan Wawrinka se despede de Monte Carlo e relembra título sobre Federer - Brasileira.News
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Stan Wawrinka se despede de Monte Carlo e relembra título sobre Federer

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Aside from winning his first Masters in Monte Carlo, Wawrinka would win only one other match on clay, advancing to the second
Aside from winning his first Masters in Monte Carlo, Wawrinka would win only one other match on clay, advancing to the second round in Rome. Foto: Marianne Bevis — CC BY-ND

O tenista suíço Stan Wawrinka encerrou sua participação no Masters 1000 de Monte Carlo, em Mônaco. Aos 41 anos, o veterano disputou o torneio pela última vez em sua carreira profissional nesta segunda-feira (6 de abril), sendo eliminado pelo argentino Sebastian Baez. A competição, que marca o início da principal temporada europeia de saibro, atrai tradicionalmente grande interesse do público brasileiro, que possui forte ligação com a superfície. A despedida de Wawrinka marcou o fim de um ciclo no único evento desta magnitude (Masters 1000) que o atleta conquistou ao longo de sua extensa trajetória no tênis mundial.

De acordo com informações do UOL Esporte, o jogador fez questão de destacar as memórias positivas e a imensa gratidão pela sua longeva carreira. Durante o adeus às quadras de terra batida do principado, o suíço relembrou especialmente a conquista do troféu, que representa um marco singular em sua prateleira de prêmios.

Como foi o título de Stan Wawrinka sobre Roger Federer em Monte Carlo?

No ano de 2014, Wawrinka sagrou-se campeão ao superar na decisão o compatriota e amigo próximo Roger Federer. Naquela ocasião, o ex-número três do mundo conseguiu uma virada expressiva na partida, fechando o placar com parciais de 4/6, 7/6 (7-5) e 6/2. O triunfo teve um peso emocional significativo devido à forte ligação pessoal e profissional entre os dois atletas.

“São memórias incríveis, é claro. Foi meu primeiro e único título de Masters 1000”, rememorou o tenista. Ele explicou que lidar com os sentimentos durante aquele confronto exigiu grande preparo psicológico, pois ambos dividiam muito tempo juntos fora das competições individuais.

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“Fui sortudo por vencer o Roger naquele ano. Jogávamos a Copa Davis, éramos muito próximos e passávamos muito tempo juntos. Enfrentá-lo sempre foi mais complicado por causa da nossa relação e conseguir superar isso e ganhar o torneio foi algo excepcional”, detalhou o vencedor de três torneios de Grand Slam e medalhista de ouro nas duplas dos Jogos Olímpicos de Pequim, que ao longo dos anos se tornou uma figura muito respeitada pelos fãs brasileiros por suas vitórias históricas no esporte.

Quais são os maiores desafios do tenista na reta final da carreira?

Competir em alto nível contra adversários mais jovens exige uma dedicação extrema. O veterano ressalta que o público costuma ver apenas o desempenho final dentro de quadra, mas ignora a rotina intensa de treinamentos e os sacrifícios físicos necessários para manter a forma competitiva no circuito, especialmente na exigente temporada de saibro europeia.

“Hoje em dia nunca é fácil. As pessoas veem apenas o que acontece em quadra. Mas há muito trabalho por trás, especialmente aos 41 anos. É preciso muita disciplina e sacrifício para se manter em forma”, desabafou Wawrinka. Ele também reforçou que entra nas disputas com foco absoluto na vitória, rechaçando a ideia de participar dos eventos esportivos apenas como uma celebração festiva de sua aposentadoria iminente.

Qual é o legado deixado pelo atleta no circuito mundial?

A trajetória esportiva do suíço foi pautada pelo esforço contínuo em vez da obsessão inicial por recordes ou posições mais altas no ranking da ATP. O próprio jogador descreve sua jornada apontando os seguintes fatores como determinantes para o seu sucesso ao longo de décadas nas quadras:

  • Origem em um vilarejo com o grande sonho de se tornar tenista profissional.
  • Amor intrínseco pelo esporte e dedicação à evolução técnica constante.
  • Paixão por atuar no piso de terra batida e disputar torneios de prestígio assistidos na juventude.
  • Foco em estabelecer objetivos consistentes baseados na disciplina diária.

Para o seu ano de despedida, a meta permanece sendo entregar o máximo rendimento em cada jogo. O veterano expressa o profundo desejo de vencer mais algumas partidas no circuito para reviver a sensação de triunfo antes de pendurar as raquetes definitivamente.

“Nunca tive como meta ganhar um Grand Slam ou ser número 1 do mundo. Sempre tentei melhorar, e foi isso que fiz durante toda a carreira. Foi o amor pelo jogo e a paixão que me permitiram perseguir essas metas com consistência. Isso me deu um objetivo ao longo da carreira”, concluiu o ídolo suíço.

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