Um soldado das forças especiais dos Estados Unidos, Gannon Ken Van Dyke, foi preso após ser acusado de utilizar informações confidenciais para ganhar dinheiro com apostas relacionadas à captura do líder venezuelano Nicolás Maduro. O caso ocorreu logo após o anúncio do então presidente Donald Trump sobre a captura de Maduro no início de janeiro de 2026. Segundo informações da Diario do Centro do Mundo, Van Dyke fez apostas no mercado de previsões Polymarket, resultando em ganhos superiores a US$ 409 mil.
O Departamento de Justiça dos EUA acusou Van Dyke de uso ilegal de informações confidenciais do governo, roubo de informações governamentais não públicas, fraude eletrônica e envolvimento em transações monetárias ilícitas. Jay Clayton, procurador dos EUA no Distrito Sul de Nova York, afirmou que Van Dyke quebrou a confiança do governo ao usar dados classificados para lucro pessoal, caracterizando insider trading, que é ilegal conforme a legislação federal.
O que levou à prisão do soldado?
Van Dyke estava diretamente envolvido na operação militar que capturou Maduro e, segundo as investigações, fez uma aposta de mais de US$ 32 mil no Polymarket prevendo que Maduro estaria fora do poder até o final de janeiro. Além disso, outras apostas foram registradas na mesma conta, como a previsão de invasão dos EUA na Venezuela e a possível invocação da Lei de Poderes de Guerra por Trump.
A própria Polymarket identificou atividades suspeitas e cooperou com o Departamento de Justiça para investigar o caso. Em comunicado público, a plataforma de previsões afirmou que não tolera insider trading e enfatizou que a prisão de Van Dyke mostra a eficácia do sistema na detecção de atividades ilícitas.
Qual foi a reação de Donald Trump?
Durante um evento realizado no Salão Oval, Trump comentou sobre o caso, afirmando desconhecer as apostas e destacando que investigaria a situação. Ele comentou de forma geral sobre apostas em nível global, ventilando certa desaprovação, embora tenha reconhecido a prática como uma realidade complexa do mundo atual.
Adicionalmente, outros casos semelhantes têm sido registrados, como o de dois soldados israelenses acusados de usar informações confidenciais para apostas no Polymarket em fevereiro.