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SoftBank promove Rene Haas e reforça aposta global em infraestrutura de IA

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O SoftBank Group nomeou Rene Haas, CEO da Arm, para chefiar suas operações internacionais, em movimento que sinaliza o foco do conglomerado japonês na infraestrutura de inteligência artificial. Haas assumiu o comando do SoftBank Group International na terça-feira, mantendo ao mesmo tempo a liderança da Arm. De acordo com informações do Valor Econômico, a mudança indica a transição do grupo para uma atuação mais centrada em operações ligadas à IA.

O SoftBank Group International, conhecido pela sigla SBGI, administra as subsidiárias internacionais da companhia. Entre os ativos sob sua gestão estão divisões de semicondutores nos Estados Unidos e no Reino Unido, além da T-Mobile US. O posto de CEO estava vago desde 2023, quando Alex Clavel deixou a função para liderar os SoftBank Vision Funds.

Quem é Rene Haas e qual será sua função no SoftBank?

Haas tem trajetória ligada ao setor de semicondutores. Antes de chegar à Arm, trabalhou por sete anos na Nvidia. Ele ingressou na empresa britânica em 2013 e se tornou CEO em 2022. Agora, além de seguir no comando da Arm, passa a liderar o braço internacional do SoftBank.

A escolha de um executivo com perfil técnico reforça a leitura de que o grupo quer ampliar sua presença em áreas diretamente relacionadas à base tecnológica da inteligência artificial, especialmente em chips e infraestrutura para processamento.

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Por que a Arm ganhou protagonismo nessa estratégia?

O SoftBank adquiriu a Arm em 2016 por US$ 32 bilhões. A empresa se consolidou com tecnologias de chips voltadas à redução do consumo de energia e expandiu sua presença nos mercados de smartphones e servidores. Historicamente, a Arm concentrou sua atuação no fornecimento de projetos e arquitetura de semicondutores, sem fabricar chips próprios de marca.

Sob a gestão de Haas, no entanto, a empresa anunciou no mês passado a CPU AGI, um processador para data centers, e entrou no mercado de desenvolvimento de seus próprios chips semicondutores. A mudança foi interpretada como um passo para competir mais diretamente com companhias como Nvidia e Intel.

  • Rene Haas assumiu o SoftBank Group International na terça-feira.
  • Ele continuará acumulando o cargo de CEO da Arm.
  • A Arm anunciou recentemente a CPU AGI para data centers.
  • O SoftBank sinaliza foco crescente em infraestrutura de inteligência artificial.

O que Masayoshi Son disse sobre inteligência artificial?

Durante uma cerimônia da empresa em abril, o fundador e CEO do SoftBank, Masayoshi Son, associou o novo chip da Arm à expectativa de avanço da chamada inteligência artificial geral.

“Acreditamos que a AGI finalmente chegará este ano, por isso nomeamos o chip da Arm de CPU AGI”

“Nos próximos 30 anos, nosso objetivo é estar no centro da revolução da IA. Espero que possamos nos tornar o número um.”

No texto original, AGI é definida como inteligência artificial geral, em referência a um nível de inteligência equivalente ao humano. A fala de Son reforça o discurso estratégico do grupo de se posicionar no centro da expansão da IA nas próximas décadas.

A nomeação pode influenciar a sucessão no comando do grupo?

Segundo a reportagem, a promoção de Haas também pode se relacionar ao debate sobre a sucessão de Masayoshi Son. Em assembleia de acionistas realizada em junho de 2025, Son afirmou que seu sucessor surgirá da disputa entre gestores das empresas do grupo.

“Ele surgirá da competição entre os gestores das centenas de empresas do grupo”

“É provável que venha daqueles que realizam o trabalho mais inovador”

Nesse contexto, o desempenho de Haas à frente dos negócios internacionais e das frentes ligadas à IA pode ampliar seu peso interno. A discussão sobre sucessão ganhou relevância porque o planejamento anterior do grupo enfrentou reveses. Nikesh Arora, recrutado do Google em 2014, deixou a empresa em 2016 após divergências estratégicas e outros fatores. Já Adam Neumann, fundador da WeWork e elogiado por Son no passado, viu a estratégia agressiva de expansão da empresa fracassar, culminando no pedido de proteção contra falência em 2023.

O mercado reagiu de forma positiva às movimentações recentes. As ações do SoftBank fecharam em alta de 8% na terça-feira, renovando máximas no acumulado do ano. Os papéis da Arm, por sua vez, avançaram cerca de 30% desde o fim de março, depois do anúncio de sua CPU própria.

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